A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quinta-feira (2), uma operação em 10 estados para desarticular um esquema de receptação e distribuição de celulares roubados e furtados. A investigação aponta que os aparelhos eram enviados do Rio para diferentes regiões do país por meio de encomendas postais, abastecendo o mercado ilegal de eletrônicos.Batizada de Operação Rastreio, a ação é conduzida pela DRCPIM (Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial) e conta com o apoio das polícias civis de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Pernambuco.Ao todo, estão sendo cumpridos 41 mandados de busca e apreensão. Os agentes fazem buscas em endereços ligados aos investigados e apreendem celulares para verificar, em tempo real, se os aparelhos possuem registro de roubo, furto ou alguma restrição de uso. Leia Mais Henry Borel: celular é encontrado dentro de cela de Dr. Jairinho Sindicato decide suspender greve de motoristas de ônibus no Rio Morre uma pessoa após desabamento de prédio na Pedra de Guaratiba no Rio As investigações começaram após um trabalho conjunto entre a Polícia Civil e a Receita Federal, que interceptou 30 remessas postais contendo 65 celulares usados. A perícia constatou que a maior parte dos aparelhos tinha IMEIs bloqueados pela Anatal (Agência Nacional de Telecomunicações) ou já constava em registros de ocorrência.A partir da análise das encomendas, os investigadores identificaram os destinatários e reconstruíram o caminho percorrido pelos aparelhos. Segundo a polícia, o grupo utilizava o envio por correspondência para distribuir os celulares a receptadores em diferentes estados e ampliar a circulação dos produtos de origem ilícita.Além de identificar os receptadores, a operação busca esclarecer toda a cadeia de distribuição dos aparelhos, desde quem realiza os envios até os responsáveis pela comercialização.De acordo com a Polícia Civil, a Operação Rastreio já recuperou mais de 13,3 mil celulares desde o seu início. Cerca de 6 mil aparelhos foram devolvidos aos proprietários, e mais de 900 pessoas foram presas em ações relacionadas a roubos, furtos e receptação de celulares.