A esposa do tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça enquanto esperava em um semáforo, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, afirmou que a família segue esperançosa com a recuperação do policial militar. Em uma carta aberta, publicada nas redes sociais, nesta terça-feira (30/6), Cintia Pimentel agradeceu pelas mensagens de apoio, disse que cada pequena melhora tem sido celebrada e pediu que a população continue em oração pelo marido.Na publicação, Cintia afirmou que a prioridade da família é acompanhar a recuperação do tenente e pediu que as informações sobre o estado de saúde dele sejam acompanhadas apenas pelos canais oficiais da Polícia Militar. Ela também informou que não concederá entrevistas neste momento e explicou que restringiu temporariamente o perfil nas redes sociais para preservar a segurança da família.“Minha prioridade agora é estar ao lado do Ronickson e da minha família. Seguimos esperançosos com as pequenas melhoras do seu quadro, celebrando cada passo da recuperação e confiando que Deus continuará conduzindo esse processo” disse Cintia.8 imagensFechar modal.1 de 8Reprodução / Redes sociais2 de 8Reprodução / Redes sociais3 de 8Reprodução / Redes sociais4 de 8Reprodução/Redes Sociais5 de 8Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel Polícia Militar/Reprodução6 de 8Moto usada por dupla responsável por atentado a tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foi apreendida próximo à comunidade de Heliópolis, zona sul da capital paulista.Polícia Militar/Divulgação.7 de 8Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia PimentelReprodução/ Instagram8 de 8Ronickson Pimentel dos SantosPolícia Militar/Câmera de segurança/ReproduçãoAinda nesta terça-feira, um novo boletim médico apontou evolução no quadro clínico do policial. Segundo os médicos, Ronickson permanece internado com quadro estável e apresenta sinais positivos para a redução do nível de sedação, o que é considerado um avanço pela equipe médica.O tenente foi baleado na cabeça na manhã do último sábado (27/6), enquanto aguardava a abertura de um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Ele é irmão de Eloá Pimentel, assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado.Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens em uma motocicleta se aproximam e efetuam diversos disparos contra o policial antes de fugir.Veja o momento do ataque: Crime foi premeditado, diz políciaA Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi premeditado. Segundo o major Marcos Verardino, que acompanha a investigação, os policiais ainda cruzam informações para identificar a motivação do crime, mas há indícios de que a ação tenha sido planejada. “A gente ainda está cruzando as informações para verificar a motivação, mas com certeza premeditado”, afirmou neste domingo (28/6), durante entrevista concedida no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.De acordo com o major, as investigações começaram logo após o ataque e reuniram imagens de câmeras de monitoramento e informações de inteligência. O trabalho permitiu identificar pessoas que teriam dado suporte aos autores dos disparos. “Logo após o fato, a gente iniciou as nossas diligências, cruzamos informações de inteligência com imagens de monitoramento. Chegamos a dois indivíduos que deram apoio logístico para os indivíduos que tentaram matar o tenente Pimentel”, explicou.Até o momento, dois suspeitos foram presos por envolvimento no caso. Segundo a Polícia Militar, um deles confessou ter prestado apoio logístico aos executores, outro também é investigado por participar do suporte à ação criminosa. Leia também São PauloTenente irmão de Eloá segue na UTI e médicos podem reduzir sedação São PauloMoto usada em ataque a tenente irmão de Eloá foi roubada 4 dias antes São PauloTenente irmão de Eloá tem melhora, mas segue internado em estado grave São PauloIrmão de Eloá, tenente da Rota baleado é investigado por operação Caso Eloá PimentelEm 13 de outubro de 2008, Lindemberg, então com 22 anos, invadiu a casa de sua ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos.Ele manteve Eloá e sua amiga Nayara em cárcere privado por mais de 100 horas.Quando a polícia invadiu o apartamento, Lindemberg atirou contra as reféns. Nayara foi ferida no rosto e Eloá ficou inconsciente, sendo levada ao hospital. A menina morreu horas depois, vítima dos dois tiros.Lindemberg foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão. Em 2013, a pena foi reduzida a 39 anos e três meses.Lindemberg está preso em Tremembé, no interior de São Paulo.O tenente Pimentel, como era conhecido na corporação, tinha 21 anos quando a irmã foi assassinada em um dos casos mais chocantes do país. Em 2025, a Netflix lançou o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, que revisita um dos crimes de cárcere privado mais chocantes do país. Em paralelo, pessoas próximas a Eloá Pimentel fizeram revelações sobre o crime.