Stablecoins representam 80% do volume de criptomoedas declarado à Receita Federal

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As stablecoins consolidaram sua posição como o principal tipo de criptomoeda negociado pelos brasileiros. Dados divulgados nesta terça-feira (30) pela Receita Federal mostram que esses ativos responderam por mais de 80% do volume mensal de operações com criptomoedas declaradas ao órgão nos últimos anos.O levantamento reúne informações enviadas entre agosto de 2019 e dezembro de 2025 e revela que foram declarados cerca de R$ 1,58 trilhão em operações de compra e venda de criptomoedas no período. Desse total, R$ 1,13 trilhão, equivalente a 71,7%, correspondeu a stablecoins, criptomoedas que buscam manter seu valor atrelado a ativos como o dólar ou o real.Segundo a Receita, a participação desses ativos ganhou força a partir de 2020 e, desde então, passou a dominar o mercado brasileiro. Em 2023, as stablecoins chegaram a representar 91,5% de todo o volume mensal declarado, com um pico de 94,3% em julho daquele ano. Em 2024 e 2025, a fatia recuou ligeiramente, mas permaneceu entre 76% e 80%.Participação das stablecoins no volume total declarado de criptoativos (% ao mês). A linha tracejada marca o patamar de 80%O maior volume mensal registrado foi em novembro de 2025, quando as operações com stablecoins somaram R$ 39,7 bilhões.USDT domina o mercado brasileiroOs dados mostram ainda uma forte concentração das negociações na USDT, emitida pela Tether e atrelada ao dólar.De acordo com a Receita Federal, a stablecoin respondeu por 88,7% de todo o volume negociado entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, equivalente a aproximadamente R$ 1 trilhão em transações declaradas.Na sequência aparecem a USDC, com participação de 7,1%, e a BRZ, stablecoin indexada ao real, com 3,4% do volume.Composição do volume declarado em stablecoins, por ativo (ago/2019–dez/2025)O crescimento das stablecoins não ocorreu apenas em volume financeiro. O número de operações também aumentou significativamente ao longo dos últimos anos.Segundo os dados, foram registradas 185,7 milhões de operações envolvendo stablecoins entre 2019 e 2025. O recorde ocorreu em novembro de 2024, quando foram declaradas 18,2 milhões de transações com esses ativos. No mesmo mês, o mercado de criptomoedas como um todo registrou 31,9 milhões de operações.Receita amplia monitoramento com nova obrigaçãoOs números foram divulgados no contexto da implementação da DeCripto, novo sistema de prestação de informações sobre operações com criptoativos criado pela Instrução Normativa RFB nº 2.291/2025.A partir das operações realizadas em julho de 2026, corretoras e prestadoras de serviços de criptoativos que atuam no mercado brasileiro, incluindo empresas sediadas no exterior que oferecem serviços a clientes no país, deverão reportar informações à Receita seguindo o padrão internacional Crypto-Asset Reporting Framework (CARF), desenvolvido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).Segundo o órgão, a adoção do novo modelo busca ampliar a fiscalização do mercado de ativos digitais e facilitar o combate à evasão de divisas, à lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades ilícitas.Procurando uma alternativa para aumentar seus ganhos? A Renda Fixa Digital do MB é a solução: até 18% de ganho ao ano, risco controlado e a segurança que seu dinheiro merece.O post Stablecoins representam 80% do volume de criptomoedas declarado à Receita Federal apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.