Mesmo após a Spribe informar ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) que retirou o jogo Aviator, conhecido como “Jogo do Aviãozinho”, dos sites apontados na investigação, o promotor responsável pelo caso afirmou ter encontrado outros dez endereços oferecendo o jogo em plataformas sem autorização para operar no Brasil.Em despacho assinado nessa quarta-feira (1º/7), o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski afirmou que a empresa continua agindo de forma reativa diante da oferta do Aviator em bets ilegais e decidiu manter a investigação.No documento, ao qual a coluna teve acesso, o promotor afirma que a Spribe é investigada por permitir que o Aviator seja oferecido ao consumidor brasileiro em plataformas sem licenciamento regular, ou seja, em bets que não possuem o domínio “.bet.br”. Leia também Mirelle PinheiroSTJ apontou risco de novos crimes ao negar soltura imediata de Deolane Mirelle PinheiroHomem atira na nuca de adolescente ao achá-lo sozinho com sua filha Mirelle PinheiroDelegado e agente da PF são baleados por PM durante operação no RS Mirelle PinheiroPF investiga fraude em registro de CAC e comércio ilegal de armas Ao se manifestar no procedimento, a empresa informou que realizou uma auditoria nos domínios mencionados anteriormente na investigação, “com o objetivo de verificar, em cada caso, a existência de jogos originais da Spribe, a eventual integração por agregadores, a disponibilização de versões demonstrativas ou a presença de cópia não autêntica do jogo Aviator”.Segundo a desenvolvedora, após essa análise, os jogos originais identificados nos sites apontados pelo MP foram retirados, com exceção de um caso envolvendo um clone do jogo e outro em versão beta, que, segundo a empresa, não seriam de sua responsabilidade.Apesar da manifestação, o promotor afirmou que uma nova pesquisa realizada por ele identificou outros dez sites disponibilizando o Aviator.Com a verificação, o promotor decidiu manter a investigação. “Ou seja, a empresa continua a agir de forma reativa, como se não fosse de sua responsabilidade a alocação do seu jogo em bets ilegais. Destarte, mantenho a investigação”, registrou.O documento também determina que a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, seja notificada sobre a decisão, juntamente com a relação dos links encontrados e capturas de tela que comprovam a disponibilização do Aviator nas plataformas identificadas.EntendaComo divulgado pela coluna no dia 8 de junho, a investigação foi instaurada pela 1ª Promotoria de Defesa do Consumidor do MPDFT.O inquérito civil apura se a Spribe estaria disponibilizando o Aviator simultaneamente para operadores autorizados pelo governo federal, identificados pelo domínio “.bet.br”, e para plataformas que atuam de forma clandestina no Brasil.Além da chamada “dupla atuação”, a investigação também analisa possíveis impactos sobre consumidores, concorrência e o sistema regulatório das apostas on-line.Entre os pontos investigados estão eventual publicidade enganosa, divergências entre as taxas de retorno divulgadas e as efetivamente praticadas e a oferta de bônus considerados incompatíveis com as regras estabelecidas pelo Ministério da Fazenda.À época, o Ministério Público recomendou que a Secretaria de Prêmios e Apostas avaliasse a suspensão da certificação técnica do Aviator e dos demais jogos da Spribe até que fosse comprovada a interrupção do fornecimento a operadores não autorizados.Também solicitou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) analisasse o bloqueio de domínios utilizados para ofertar o jogo fora do ambiente regulado.