Suspeita de matar a facadas casal de idosos em BH diz que ouviu “vozes”

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A empregada doméstica Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa nesta quinta-feira (2), sob suspeita de matar os próprios patrões, um casal de idosos, no apartamento onde eles moravam, em Belo Horizonte (MG), alegou à polícia que o crime foi motivado após sofrer um surto psicótico. Às vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala. No dia do crime, ocorrido no último dia 29 de junho, Paola teria dado mais de 50 facadas nas vítimas e subtraído diversos objetos pessoais.Ao ser questionada sobre a motivação do crime, Paola alega ter ouvido vozes que a instruíram, afirmando ter destruído a própria vida e de outras pessoas. A mulher afirma que, após roubar o casal, “não estava satisfeita” e teve que matá-los. Leia Mais Advogado e esposa são encontrados mortos dentro de apartamento em MG Patroa presa por agredir doméstica é investigada por cinco crimes; entenda Advogada de patroa que agrediu doméstica deixa o caso após sofrer ameaças De acordo com a Polícia Civil, no momento da prisão, Paola não ofereceu resistência e afirmou estar arrependida, dizendo que esperava ser encontrada pelas autoridades e, caso não fosse localizada hoje, se apresentaria a uma unidade policial.Latrocínio e dívidaSegundo a Polícia Civil, a principal suspeita é de latrocínio (roubo seguido de morte), mas nenhuma linha investigativa foi descartada. A suspeita se deve ao sinais do crime notados durantes as primeiras diligências no apartamento.No local, uma gaveta de semijoias foi encontrada arrombada e revirada, e os celulares das vítimas, um iPhone 16 Pro Max e um iPhone 15 Pro Max, não foram encontrados no local.Boa parte dos itens roubados, segundo a polícia, foi recuperada, como relógios de uma coleção mantida por Cláudio e outras joias.Paola assumiu ter se endividado com jogos de azar na internet, o que a levou a fazer um empréstimo, em valor aproximado de R$40 mil, com agiotas da região em que mora.*Sob supervisão de AR.