PF deflagra operação contra anúncios falsos online que imitam o governo

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PF deflagra operação contra anúncios falsos online que imitam o governo (imagem: reprodução/Polícia Federal) Resumo Polícia Federal deflagrou a Operação Ad Phishing para combater fraudes com anúncios online que imitam o Governo Federal;foram identificados 1.770 anúncios online fraudulentos, com elementos visuais que remetem ao Governo Federal e órgãos públicos, direcionando a sites falsos;investigados poderão ser acusados de crimes como estelionato, associação criminosa e falsidade ideológica, além do uso indevido de elementos visuais ligados a órgãos governamentais.A Polícia Federal (PF) escolheu esta quarta-feira (01/07) para deflagrar a Operação Ad Phishing. O objetivo é avançar na investigação de grupos que usam anúncios online com imagens que remetem ao Governo Federal ou a instituições públicas para fazer páginas fraudulentas terem aspecto de legitimidade.Como resultado, nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos pela PF nos estados de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, todos expedidos pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.De acordo com a PF, 1.770 anúncios online fraudulentos foram identificados durante a fase anterior de investigação, com grande parte deles contendo elementos visuais que remetem ao Governo Federal e a órgãos públicos diversos, mas direcionando a dezenas de sites falsos.Conteúdos produzidos com auxílio da inteligência artificial também teriam sido usados nas ações fraudulentas.Como são os anúncios falsos investigados?Até o momento, a Polícia Federal não revelou imagens dos anúncios falsos. Porém, esse tipo de conteúdo não é exatamente difícil de ser encontrado. Eles podem ser veiculados em plataformas como Facebook e Instagram abordando supostos benefícios no INSS, concursos públicos ou campanhas do SUS, só para dar alguns exemplos.A PF tampouco revelou qual a finalidade das páginas fraudulentas. Mas, normalmente, esse tipo de página imita o visual de sites legítimos para convencer os alvos a informarem dados pessoais sensíveis, que podem incluir números de documentos ou fotos, por exemplo.As vítimas também podem ser induzidas a pagar tributos, taxas ou multas que, no fim das contas, não são reais.Os investigados poderão ser acusados de crimes como estelionato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, de acordo com o que as autoridades descobrirem com o avanço das investigações.Porém, no caso da Operação Ad Phishing, os investigados poderão também ser responsabilizados pelo uso indevido de elementos visuais ligados a órgãos governamentais.PF deflagra operação contra anúncios falsos online que imitam o governo