Casal é suspeito de furtar aposta da Mega-Sena que levou R$ 29 milhões

Wait 5 sec.

A Polícia Civil de Mato Grosso investiga o furto de um bilhete premiado da Mega-Sena, no valor de R$ 29 milhões, em uma casa lotérica de Sinop, a cerca de 480 km de Cuiabá (MT). A situação começou a ser apurada depois que uma funcionária da loteria pediu demissão e afirmou que o marido dela é um dos ganhadores do prêmio. O casal é suspeito de furtar o bilhete.O sorteio aconteceu em agosto de 2023. O prêmio total, de R$ 116.232.513,11, foi dividido entre quatro apostas vencedoras: duas registradas em Sinop, uma em Fortaleza (CE) e outra em Uberaba (MG). Cada ganhadorm entre eles o homem suspeito do furto, recebeu R$ 29.058.128,28.Contudo, a funcionária da lotérica teria guardado um bilhete com defeito, que já havia sido emitido com os mesmos números para uma cliente e deveria ter sido extraviado. Leia também Mirelle PinheiroMega-Sena: acordo no WhatsApp fez homem dividir R$ 117 milhões com ex Brasil3 mil concursos da Mega-Sena: de quanto foi o 1º prêmio da loteria? NegóciosLoteria que pagou R$ 10 bilhões nos EUA é mais difícil que a Mega-Sena CelebridadesMega-Sena: quantas vezes ex-BBB Paulinha Leite já ganhou na loteria Entenda o casoNo dia do sorteio a funcionária da lotérica imprimiu um bilhete de aposta com defeito para uma cliente;Porém, o comprovante apresentou problema e, por isso, um novo bilhete com os mesmos números foi emitido e entregue à apostadora;O bilhete com defeito não foi cancelado e foi guardado em um cofre da empresa;Ao sair o resultado da aposta, a funcionária retirou o bilhete defeituoso do cofre;Em vídeo capturado pelas câmeras de segurança, é possível ver a funcionária com uma colega  comemorando ao ver o bilhete, dizendo que iria na Caixa Econômica e precisaria que a colega cobrisse o trabalho;No dia seguinte, ela e o marido pediram demissão e o homem se apresentou como ganhador;Os proprietários da lotérica desconfiaram da situação.Diante da suspeita de fraude, a Polícia Civil foi acionada para investigar o caso. O Ministério Público denunciou a funcionária e o marido pelo crime de furto qualificado por abuso de confiança.Loteria prejudicadaA defesa da funcionária alegava que o caso deveria ser julgado pela Justiça Federal, uma vez que o prêmio seria pago pela Caixa Econômica Federal, o que caracterizaria interesse direto da União. Também pedia a suspensão da ação penal até a conclusão de uma ação cível que discute a propriedade do bilhete.“O proveito econômico obtido indevidamente pelos réus decorre do exaurimento do crime, o que não converte a empresa pública federal em sujeito passivo do furto originalmente praticado”, diz trecho da decisão.No entanto, o recurso foi rejeitado. Conforme o entendimento do ministro, a suposta vítima do crime é a casa lotérica, empresa privada, e não a Caixa Econômica Federal. Segundo a decisão, o eventual saque do prêmio representa apenas uma consequência do furto, sem alterar a natureza do crime nem deslocar a competência para a Justiça Federal.Diante disso, o magistrado decidiu que a ação penal deve prosseguir regularmente para a investigação do furto qualificado, negando o recurso ordinário em habeas corpus.