BBAS3, BBDC4 ou SANB11? Itaú elege os melhores bancos para passar pelo segundo semestre; veja

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O primeiro semestre para os bancos terminou de forma melancólica. Pelo menos para Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11), que encerraram o período com queda nas ações, em meio à saída de investidores do Brasil.Além disso, os investidores aumentaram o temor em relação aos riscos da temida inadimplência. Para o terceiro trimestre, o cenário não é dos melhores, segundo o Itaú BBA, com expectativas que ainda permanecem baixas.Mesmo assim, os analistas dizem que várias empresas devem se sair relativamente bem nesse cenário. Entre os bancos, os papéis preferidos são Bradesco e Nubank, ambos com recomendação de compra e fortes com fortes lucros.Do outro lado, a cautela continua para Banco do Brasil, Santander Brasil e Inter, onde a queda da margem ajustada ao risco continua sendo uma pedra no sapato. As três instituições tiveram resultados fracos no período.Para além de Bradesco e Nubank, no entanto, há um banco que permanece como o favorito absoluto: o BTG Pactual (BPAC11) — por um motivo simples. Segundo os analistas, o banco apresenta crescimento constante dos lucros, sustentado pela diversificação dos negócios e pelos ganhos contínuos de participação de mercado.O Itaú calcula um lucro líquido estável (próximo ao recorde) de R$ 4,85 bilhões (ROE de 25,3%), “o que consideramos um resultado positivo em um ambiente de mercados de capitais mais fraco”.“O desempenho deve ser impulsionado pelo sólido crédito corporativo (+27% A/A), sem deterioração na qualidade dos ativos.”Bradesco como favoritoSegundo o Itaú, o Bradesco terá mais um trimestre de ouro, com lucro líquido de R$ 7,1 bilhões (ROE de 16,1%), alta de 16%, impulsionado pelo bom desempenho da receita.Além disso, para os analistas, o crescimento da carteira de crédito deve atingir cerca de 8% em relação ao ano anterior, com aumento de aproximadamente 12% na receita líquida de juros no segundo trimestre.Por outro lado, o custo do risco deve permanecer praticamente estável, em torno de 3,6%. Isso porque o Bradesco conseguiu aproveitar o momento ainda favorável da economia para melhorar sua concessão de crédito.Já o segmento de seguros, uma grande fonte de receitas para o banco, deve ser novamente um destaque, superando as projeções.“No geral, esperamos um trimestre de alta qualidade, que pode elevar a projeção para o ponto médio do ano fiscal.”Ainda segundo o Itaú BBA, o Bradesco oferece a melhor combinação de crescimento e rentabilidade no segundo trimestre, negociando a um atraente múltiplo de preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 1,0x e um múltiplo de preço sobre lucro (P/L) projetado para 2026 de 6,5x.Banco do Brasil e Santander: de olho no custo do capitalJá o Banco do Brasil deve repetir os resultados fracos dos últimos trimestres, com crescimento morno da carteira de crédito (cerca de 1% em relação ao ano anterior) e provisões ainda elevadas (custo do risco em torno de 6,4%).Com tudo isso, o Itaú BBA prevê lucro de R$ 2,9 bilhões, queda de 25%, com retorno sobre o patrimônio líquido de apenas 5,8%.No caso do Santander, os analistas dizem que o banco deve seguir pelo mesmo caminho, porém com sinais melhores, como crescimento da carteira de empréstimos de aproximadamente 4% e aumento da receita líquida de juros (NII) de aproximadamente 3%.Mas, assim como o banco estatal, o maior custo do risco deve bater nos resultados, com queda de aproximadamente 1% no lucro líquido em relação ao ano anterior e de aproximadamente 5% em relação ao trimestre anterior, para R$ 3,6 bilhões (ROE de 14,7%).Bancos digitaisPara o Nubank, os analistas dizem que o roxinho entregará um bom trimestre, apesar do ceticismo do mercado. Segundo eles, o forte crescimento da carteira de empréstimos vai impulsionar a receita líquida de juros. Já o custo de crédito pode cair, o que seria uma notícia positiva no cenário atual.Os analistas preveem alta de 37% na carteira de empréstimos e aumento da NII de aproximadamente 40% em relação ao ano anterior (IFRS).Além disso, o Desenrola pode dar um fôlego extra para a companhia, com impacto líquido positivo nos resultados de crédito.Por outro lado, as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) devem continuar crescendo mais rapidamente do que as receitas. O Itaú vê lucro líquido de R$ 4,8 bilhões (aproximadamente US$ 950 milhões), alta de 5% em relação ao trimestre anterior e de 33% na comparação anual, o que implica um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 28,4%.No caso do Inter, onde o mercado demonstra maior ceticismo, os analistas preveem alta de 23% na carteira de empréstimos e aumento de 28% na receita em relação ao ano anterior, com elevação da receita líquida de juros de aproximadamente 35%.Já o lucro líquido deverá permanecer praticamente estável, em R$ 401 milhões, com retorno sobre o patrimônio líquido de 15%.