Waack: Falta à América Latina onda de crescimento, não de cor

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Dependendo do resultado das próximas eleições, o Brasil completaria o que Javier Milei e Flávio Bolsonaro, lado a lado, chamaram de onda azul. É a onda de presidentes de direita pela América Latina, por onde se diz que já passou uma onda rosa – a de governos de esquerda.Depois de ondas de regimes militares, seguida de ondas de redemocratização. Onda do consenso de Washington. Onda contra o consenso de Washington… A mais duradoura dessas ondas parece ser a do populismo, nas mais diversas cores.Infelizmente, tem uma onda que ainda não chegou a este pedaço do mundo, mas passou por outros, como o sudeste asiático. É a onda de investimento, educação e aumento de produtividade. Leia Mais Temperatura política sobe na América Latina com troca de poder e eleições As novas cores da direita brasileira: 9 tons de azul Ideologia contamina políticas externas de países das Américas Enquanto a América Latina surfou a onda de boom de commodities, os referidos asiáticos criaram ondas de progresso tecnológico e se transformaram em grandes centros industriais também – e não estou falando da China.Há cerca de 40 anos a América Latina vive uma estagnação de produtividade e estagnação de crescimento do PIB – em relação ao que se conseguiu crescer lá do outro lado do mundo. Eles tiveram taxas de expansão robustas por décadas.Nós ficamos conhecidos pelos voos de galinha e pela expansão do famoso quarto setor – o do crime organizado transnacional, achando que trocando a cor da onda, as coisas se resolvem.