Em meio ao barulho das máquinas e à nuvem de poeira, Soledad Campos Aparicio segura seu cachorro nos braços, aguardando permissão para voltar para casa. É improvável que isso aconteça tão cedo: a mulher de 78 anos mora em um prédio ao lado do Petunia, uma das estruturas que desabaram completamente após o duplo terremoto da semana passada.“Nós entramos e saímos, mas eles não nos deixam ficar”, disse a mulher à CNN. “Eu caí, desmaiei, machuquei os joelhos. Não me sinto bem, mas estou sozinha”, disse ela, enfatizando sua necessidade de voltar para casa. Jovem de 21 anos é resgatado cinco dias após terremotos na Venezuela Vídeo: Novo terremoto na Venezuela de magnitude 4,6 assusta socorristas Venezuela utiliza sistema de "semáforos" para avaliar danos após terremotos Campos Aparicio disse que estão sem eletricidade e água e expressou sua preocupação. “Que terrível. Muito triste, muito angustiante”, disse ela.O edifício Petúnia, no município de Chacao, ficou completamente em ruínas após os terremotos. Neste sábado, Gustavo Duque, prefeito de Chacao, afirmou que equipes de resgate mexicanas e argentinas estavam entrando em “todos os lugares possíveis”, mas que o trabalho de resgate no local era muito difícil.“Vamos fazer todo o possível para resgatar as pessoas com vida. Mas é complexo. Eles próprios (os socorristas) reconheceram que é uma tarefa complexa”, disse Duque em uma publicação em suas redes sociais.No local, a CNN observou na segunda-feira como grandes máquinas e equipes de resgate continuavam a remover os escombros, enquanto voluntários prestavam apoio, oferecendo água e comida aos trabalhadores.Entenda como é medida a força dos terremotos