Contratos futuros do açúcar branco atingem máxima em nove meses e meio

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Os contratos futuros do açúcar branco atingiram nesta segunda-feira a maior cotação em nove meses e meio, à medida que as preocupações relacionadas ao clima se somaram às inquietações sobre as safras na Europa e na Ásia, enquanto o cacau sofreu uma queda acentuada.O contrato de açúcar branco fechou com alta de US$ 9,60, ou 2,1%, a US$ 473,60 por tonelada, após atingir uma máxima de nove meses e meio, de US$ 481,90.Os corretores afirmaram que uma onda de calor na União Europeia estava gerando preocupações com as safras no principal produtor de açúcar branco.As condições climáticas do El Niño também podem reduzir a produção de açúcar em alguns países asiáticos, incluindo Índia e Tailândia.O contrato de açúcar bruto fechou com alta de 0,31 centavos, ou 2,2%, a 14,29 centavos por libra, após atingir uma máxima de três semanas de 14,32 centavos no início do pregão.Os corretores afirmaram que o vencimento do contrato julho do açúcar bruto na terça-feira deve ser o foco no curto prazo.O volume de contratos em aberto vem caindo de forma constante, mas ainda se espera que a entrega fique bem acima do contrato de julho de 2025, quando apenas cerca de 45.000 toneladas foram oferecidas.CacauO cacau fechou em queda de £ 96 em Londres, ou 2,5%, a £ 3.724 por tonelada, após atingir uma máxima de cinco meses de £ 4.014 na semana passada.O mercado continua sustentado por preocupações de que a produção na África Ocidental possa cair na próxima safra 2026/27, em parte devido às condições do El Niño.A produção nesta safra, no entanto, continua forte.As chegadas de cacau aos portos da Costa do Marfim, principal produtor, atingiram 1,91 milhão de toneladas métricas desde o início da safra em 1º de outubro até 28 de junho, um aumento de 18,4% em relação ao mesmo período da safra anterior, segundo estimativas dos exportadores divulgadas na segunda-feira.O contrato de futuros de cacau de Nova York fechou em queda de US$ 128, ou 2,5%, a US$ 4.967 por tonelada.CaféO contrato de café arábica fechou com alta de 4,6 centavos, ou 1,7%, a US$ 2,778 por libra-peso.Os corretores afirmaram que as chuvas recentes no Brasil retardaram o andamento da colheita e levantaram algumas preocupações quanto à qualidade, embora ainda se preveja uma safra excepcional.O café robusta fechou em queda de US$ 63, ou 1,7%, a US$ 3.564 por tonelada.