O Google teria limitado o uso do modelo de inteligência artificial Gemini pela Meta depois que a empresa de Mark Zuckerberg passou do limite de capacidade computacional disponível. A informação foi revelada por fontes ao Financial Times e expõe um cenário em que até as big techs estão esbarrando em falta de infraestrutura.No fim das contas, o que parece mais avançado na IA ainda depende de uma base bem concreta: poder de processamento disponível.Nem mesmo as big techs escapam: Meta excede limite e Google restringe acesso ao Gemini em meio à corrida por IA. – Imagem: arda savasciogullari/ShutterstockPressão por infraestrutura chega às gigantesSegundo as fontes, o Google precisou impor restrições após a Meta ultrapassar o volume de uso combinado. Isso aconteceu no meio da corrida global por infraestrutura de inteligência artificial, onde data centers viraram peça central da disputa — quase tão importantes quanto os próprios modelos.A Meta não opera uma nuvem própria e vem correndo para ampliar sua estrutura. Só que a demanda cresce mais rápido do que a capacidade instalada.Uso de IA no atendimento ao clienteChatbots para anunciantes e suporte internoProgramação e apoio em desenvolvimento de softwareDetecção de golpes e moderação de conteúdoProcessamento de grandes volumes de dadosEm março, o Google já tinha avisado a Meta sobre os limites de capacidade. Depois disso, a empresa passou a controlar melhor o uso de tokens entre equipes.Por que a Meta acabou usando o Gemini?A Meta recorreu ao Gemini porque, em algumas tarefas, o modelo entregava melhor desempenho do que alternativas internas, segundo fontes. Além dele, a empresa também usa outros sistemas, como o Claude, da Anthropic.Isso acontece porque, na prática, nem sempre os modelos próprios dão conta de tudo. Em alguns casos, o que pesa é simplesmente o resultado final — estabilidade, precisão, velocidade.Meta usava o Gemini em chatbots, programação e suporte, mas Google precisou impor restrições após excesso de demanda. – Imagem: Piotr Swat/ShutterstockQuando a infraestrutura vira gargaloO episódio deixa mais evidente um problema que já vinha aparecendo: a infraestrutura de IA está no limite em várias frentes. Mesmo com investimentos gigantescos em data centers, as empresas seguem enfrentando dificuldade para acompanhar o ritmo de uso.Leia mais:Como o ‘boom da IA’ já está afetando o bolso dos consumidoresYouTube lança IA que muda a moderação de comentáriosNova IA chinesa rivaliza com Mythos da Anthropic em testes de cibersegurança; saiba qualO custo também entrou na conta. O uso de tokens e o consumo pesado de processamento já fazem empresas reverem como e onde aplicam IA no dia a dia.Um mercado onde o “bastidor” manda tanto quanto o modeloO caso entre Google e Meta mostra que a disputa na inteligência artificial não acontece só no desenvolvimento dos modelos. O acesso ao poder computacional virou parte central do jogo.E talvez esse seja o ponto mais importante: não basta ter a melhor IA no papel se não existe estrutura suficiente para rodá-la em escala.O post Google limita acesso da Meta ao Gemini após excesso de uso apareceu primeiro em Olhar Digital.