A Samarco já retomou 60% de sua capacidade produtiva prévia ao desastre da barragem de Mariana (MG), disse Rodrigo Vilela, CEO da mineradora, durante o CNN Talks: Nova Era da Mineração, realizado nesta terça-feira (30), em São Paulo, reunindo autoridades, especialistas e lideranças do setor.O executivo explicou à CNN Brasil que a empresa está em uma nova etapa, buscano investir em um conceito de novas tecnologias, sem depender de barragens construídas a montante – método de contenção de rejeitos em que os diques são erguidos sobre o próprio rejeito já depositado.O CEO da Samarco ressaltou que o desastre de Mariana foi um ponto de virada na história do setor, promovendo mudanças tecnológicas e na própria legislação brasileira, que após as atualizações “não perde para outras regulamentações”. Leia Mais Silveira nega que Petrobras em minerais críticos seja nova “Terrabras” Desembargador: Temos ecossistema de previsibilidade melhor para mineração Descarbonização mineral é pilar do negócio, diz CEO da Itaminas Após o rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho (MG), a legislação proibiu esse tipo de construção e exigiu a descaracterização de estruturas do tipo.Vilela diz que a empresa trabalha “um passo de cada vez” para ir “reconstruindo a possibilidade de operar”.“É um processo, um trabalho de longo prazo. Confiança não se dá do dia para a noite, é um passo de cada vez, uma recuperação gradual, e fazendo o mais importante que é a reparação”, pontuou o executivo.“Adotamos um novo modelo que nos permite conversar com a sociedade de maneira aberta”, enfatizou.Nesse processo de retomada, a expectativa da companhia é de retomar o posto de segunda maior exportadora de pelotas de ferro do mundo a partir de 2029.Minerais críticos podem elevar PIB do país em R$ 243 bi até 2050