A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1/7), a Operação Tróia para desarticular uma organização criminosa especializada no chamado “golpe da falsa namorada”.Segundo as investigações, o grupo criava perfis falsos de mulheres em aplicativos de relacionamento e, depois, se passava por integrantes de facção criminosa para extorquir vítimas por meio de ameaças.Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Olinda, Paulista e Tracunhaém, em Pernambuco, além do Presídio de Igarassu. A operação contou com o apoio da Polícia Civil de Pernambuco. Leia também Mirelle PinheiroPCDF investiga empresas de decoração por fraude de R$ 15 milhões Mirelle PinheiroDesvio de cota parlamentar: PF mira grupo ligado a Sóstenes Cavalcante Mirelle PinheiroPF faz operação contra anúncios falsos com imagem do governo A investigação começou após um morador do Riacho Fundo II procurar a 29ª DP e relatar que conheceu uma suposta mulher em um aplicativo de relacionamento.Após a troca de mensagens, ele passou a receber contatos de criminosos que afirmavam integrar uma facção e diziam que a mulher era casada com um de seus integrantes. Sob ameaça, a vítima realizou transferências bancárias e sofreu prejuízo financeiro.De acordo com o delegado Tell Marzall, responsável pelas investigações, a organização criminosa mantinha uma divisão bem definida de funções.Um núcleo era responsável por criar perfis falsos para atrair vítimas, enquanto outro assumia a conversa para fazer as ameaças e exigir dinheiro, explorando o medo das vítimas de sofrer represálias por parte de uma facção criminosa.As investigações também identificaram que parte desse grupo atuava de dentro do Presídio de Igarassu, em Pernambuco, de onde os criminosos continuavam coordenando a etapa das ameaças.Segundo Tell Marzall, a apuração também mostrou um braço financeiro montado para ocultar a origem do dinheiro obtido com os golpes.Os valores eram inicialmente depositados em contas de terceiros e, em seguida, pulverizados entre diversas contas laranjas até serem sacados e reinseridos no sistema financeiro com aparência de legalidade.Os envolvidos são investigados pelos crimes de extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro.