Aumento de preço da memória RAM deve continuar até 2028 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo Preço de memórias RAM deve subir pelo menos 40% em 2026, diz o analista Ethan Tan, ex-executivo da Samsung na China.Segundo ele, a crise dos chips pode piorar nos próximos meses, com estabilização prevista apenas para 2028.Esse cenário de alta tem beneficiado as fabricantes Samsung, Micron e SK Hynix, que tiveram um crescimento de 85,8%.A crise dos chips de memória RAM pode piorar nos próximos meses, com um aumento de, pelo menos, 40% nos preços dos chips. É o que afirma o analista de mercado Ethan Tan, ex-executivo da Samsung na China. Segundo ele, o aumento deve aparecer no terceiro trimestre fiscal de 2026, seguido por uma nova alta de cerca de 30% no trimestre seguinte. A tendência de valorização deve continuar ao longo de 2027, com estabilização do mercado prevista apenas para 2028.A projeção foi divulgada pelo Jefferies Equity Research e aponta um cenário ainda mais pessimista do que as estimativas anteriores da própria instituição. Para o consumidor, isso pode significar novos aumentos nos preços de produtos de hardware, que já vêm encarecendo nos últimos meses em meio à escassez de memória.O cenário ocorre em meio a uma ação coletiva movida na Califórnia contra Samsung, Micron e SK Hynix. As empresas são acusadas de aproveitar a escassez global para elevar artificialmente os preços de DRAM. As três maiores fabricantes do setor, de fato, têm tido sucesso em meio à situação: o mercado de chips de memória cresceu 85,8% em relação ao último trimestre financeiro.Crise dos chips tem relação direta com data centers de IAData centers de IA aumentam demanda por chips de memória (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)Os preços mais altos praticados pelas três maiores fabricantes de DRAM está diretamente ligada ao boom da inteligência artificial. A demanda por memória para data centers de IA subiu e as fabricantes voltaram suas produções para esses chips, reduzindo a oferta de chips para consumo. Como consequência, memórias usadas em computadores, videogames e até cartões de memória ficaram mais caras, encarecendo os eletrônicos. A última grande “vítima” foi a Apple, que confirmou os aumentos causados pela crise. Modelos como o Mac Mini e o Mac Studio tiveram um aumento relativo, perdendo as opções de 256 GB e passando a oferecer os 512 GB como ponto de partida com preços mais altos. O MacBook Pro ficou até R$ 5 mil no Brasil.Perspectiva de melhora apenas em 2028O analista também comentou sobre a perspectiva de melhora na situação, que depende de uma oferta maior dos semicondutores. Em 2026, a expectativa é de uma produção até 8% maior, mas que não seria suficiente para diminuir os preços. Inclusive, os valores praticados em 2027 podem ser até 45% maiores.A estabilização viria apenas em 2028, com o aumento da produção acontecendo junto à demanda menor das IAs, o que poderia abaixar os preços em até 20%.Uma possível saída é a entrada de novos fabricantes no mercado, como a chinesa CXMT. A empresa integra a lista de companhias sujeitas a restrições comerciais pelos Estados Unidos desde o governo Trump, mas seus chips DDR5 já são considerados competitivos para PCs, segundo o TechSpot. A própria Apple já teria pedido ao governo americano que a CXMT fosse retirada dessa lista, em uma tentativa de ampliar a oferta de memória e aliviar a escassez.Preço das memórias RAM deve subir mais ainda, diz analista