O Ibovespa (IBOV) destoou do otimismo no exterior e registrou nova baixa com a saída de fluxo estrangeiro e baixa da Petrobras (PETR3; PETR4). Nesta terça-feira (30), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com baixa de 0,68%, aos 172.024,12 pontos. No mês, o IBOV recuou 1,01%.Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1630, com queda de 0,22%. No mês, a divisa acumulou valorização de 2,38%.No cenário doméstico, a dívida bruta do governo geral do Brasil avançou mais do que o previsto em maio, passando de 80,2% em abril para 81,1%. A dívida líquida do setor público subiu de 67,2% para 67,9% no mesmo período, informou o Banco Central (BC).As expectativas dos economistas consultados pela Reuters eram de 80,7% para a dívida bruta e de 68,1% para a líquida.Já os dados do mercado de trabalho, no Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) de maio, vieram abaixo do esperado pelo mercado. O Brasil abriu 72.960 vagas formais de trabalho em abril de 2026, fruto de 2.207.303 admissões e 2.134.346 desligamentos.LEIA MAIS: Caged: Brasil abre 73 mil vagas em maio, abaixo das estimativasA expectativa ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que indicava criação líquida de 120 mil vagas no período.Além disso, o governo federal anunciou o Plano Safra 2026/2027 empresarial e familiar. Altas e quedas do IbovespaEm dia de fraqueza do índice, entre os pesos-pesados, a Vale (VALE3), que detém 11% de participação do Ibov, destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com alta de 0,61%, cotado a 747 yuans (US$ 109,95) a tonelada. VALE3 recuou 0,32% (R$ 77,88).Já as ações da Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, encerraram o pregão em queda, seguindo o petróleo. PETR3 terminou o dia com recuo de 1,25% (R$ 41,78) e PETR4 registrou teve perdas de 0,89% (R$ 37,80).O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), fechou em baixa de 1,3%, a US$ 72,95 o barrill.O setor de bancos, por outro lado, registrou alta: o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com recuo de 0,75%. O Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, registrou queda de 0,54% (R$ 42,18).Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. A ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), que recuou 3,78% (R$ 6,36). O movimento veio após o rebaixamento da empresa pelas agências de classificação de risco Fitch e S&P. Além disso, o JP Morgan rebaixou a ação para neutro e cortou o preço-alvo pela metade, de R$ 15 para R$ 7,50, com potencial de valorização de 13%.Já positiva do Ibovespa foi encabeçada por Natura (NATU3), com alta de 5,18%, a R$ 8,73. Exterior Os índices de Wall Street fecharam em alta, impulsionados pelas ações de semicondutores, com o Dow Jones renovando recorde de fechamento.No mês, Dow Jones subiu mais de 2%, enquanto S&P 500 recuou 1% e o Nasdaq derreteu mais de 3%, como consequência do sell-off das ações de tecnologia na semana passada, com as incertezas em relação aos altos investimentos em inteligência artificial (IA).Segundo o relatório Jolts, do Departamento de Trabalho dos EUA, as vagas de emprego em aberto, um indicador da demanda por mão de obra, aumentaram em 9.000, chegando a 7,594 milhões no último dia de maio.Confira o fechamento dos índices:Dow Jones: +0,26%, aos 52.319,20 pontos — no recorde de fechamento;S&P 500: +0,79%, aos 7.499,36 pontos;Nasdaq: +1,52%, aos 26.213,72 pontos.Na Europa, os índices fecharam majoritariamente em alta. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 registrou alta de 0,88%, aos 641,73 pontos.Na Ásia, os índices encerraram mistas. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,86% os 70.062,32 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,63%, aos 22.881,02 pontos.