Belém é palco até o próximo sábado (4) da II Semana do Clima da Amazônia, evento que reúne representantes de governos, empresas, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, povos indígenas, juventudes e especialistas para discutir soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, com foco em bioeconomia, justiça climática, saúde, direitos humanos e transição energética.A programação conta com mais de 50 eventos autogestionados, realizados entre os dias 1º e 4 de julho, em diferentes espaços de Belém e também em formato virtual.As atividades foram propostas por empresas, universidades, organizações sociais e instituições de pesquisa que atuam na construção de soluções para os desafios ambientais, sociais e econômicos da Amazônia. Leia Mais Brasil apresenta novo navio de guerra com a presença de Lula Indígenas morrem em naufrágio no Rio Xingu; adolescente está desaparecido Análise: meio ambiente e o custo crescente da omissão Entre os destaques está a série “ABC do Clima e Saúde”, promovida pela Afya Belém, que abordará os impactos das mudanças climáticas na saúde pública, prevenção de doenças e os efeitos das escolhas alimentares na saúde planetária.Outro tema em evidência será a transição energética em territórios indígenas. O UNICEF e o Projeto Saúde & Alegria apresentarão experiências desenvolvidas junto aos povos Yanomami, em Roraima, e Munduruku, no Pará, mostrando iniciativas voltadas à produção de energia limpa em comunidades tradicionais.A bioeconomia também ocupa espaço central na programação. A Hydro promoverá o debate “Programa Corredor: Parcerias multissetoriais para impulsionar o desenvolvimento territorial sustentável na Amazônia”, reunindo representantes de comunidades, empresas e governos para discutir estratégias de desenvolvimento regional.Já a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas-PA) realizará o evento “Sociobioeconomia Viva”, voltado ao protagonismo das populações amazônicas na construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento, além da edição especial do BioBusiness, dedicada ao fortalecimento de negócios sustentáveis na região.Outro destaque será a Mesa Executiva da Bioeconomia – Beneficiamento do Açaí, que discutirá o potencial do fruto amazônico como alimento funcional, suas aplicações industriais e gastronômicas e estratégias para ampliar sua presença no mercado nacional e internacional.A programação também inclui debates sobre infraestrutura sustentável, logística da floresta, agricultura familiar, moradia, saúde mental, juventudes indígenas, direitos humanos, sustentabilidade e preservação ambiental, além de encontros voltados à construção de políticas públicas para a Amazônia.Além dos eventos presenciais realizados em espaços como o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, Instituto Tecnológico Vale (ITV), CESUPA e Afya Belém, parte das atividades será transmitida pela internet, permitindo a participação de pessoas de diferentes estados amazônicos.Pará reduz desmatamento em 54%, mas segue no topo da Amazônia Legal | LIVE CNNPrimeiro encontro após a COP30A edição de 2026 marca o primeiro grande encontro climático realizado na Amazônia após a COP30 e terá como um dos principais objetivos acompanhar os compromissos assumidos durante a conferência, fortalecer a conexão entre lideranças amazônicas e internacionais e ampliar investimentos voltados ao desenvolvimento regenerativo da região.A programação está organizada em seis eixos temáticos alinhados à Agenda de Ação da COP30. Entre eles estão a transição energética justa, adaptação às mudanças climáticas, economias regenerativas, sociobioeconomia, direitos territoriais, ciência, inovação e saúde.Segundo a diretora de Desenvolvimento Territorial do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), Lucimar Souza, a iniciativa busca ampliar a participação da população amazônica nos debates internacionais sobre mudanças climáticas e fortalecer o protagonismo regional na construção de soluções.“O principal legado da primeira edição foi trazer de forma estruturada para a Amazônia o debate sobre clima e a busca por soluções para os desafios da região. Além de discutir os desafios, a Semana do Clima também é um espaço de aprendizagem sobre o debate climático global”, afirmou.Criada para reunir instituições públicas, iniciativa privada e organizações da sociedade civil, a Semana do Clima da Amazônia pretende consolidar uma agenda permanente de debates sobre conservação ambiental, desenvolvimento econômico e inclusão social.Em sua primeira edição, realizada em 2025, o evento reuniu mais de 4 mil participantes, promoveu mais de 100 horas de programação e contou com mais de 35 eventos distribuídos pela capital paraense.