O fundo imobiliário Bresco Logística (BRCO11) anunciou que pagará o maior dividendo dos últimos 12 meses: os investidores receberão, no próximo dia 14 de julho, R$ 1,05 por cota — montante que não era distribuído desde julho de 2025.A data-base, ou seja, o último dia de negociação “com” direito ao provento, foi na última terça-feira, dia 30.O novo dividendo representa um aumento de aproximadamente 10,5% em relação ao pagamento anterior, de R$ 0,95 por cota, realizado em 15 de junho.Nos últimos 12 meses, a distribuição de rendimentos do BRCO11 soma R$ 10,88 por papel, o que representa um dividend yield (DY) de 9,5% no período, segundo dados do Clube FII.Resultados e dividend yield do BRCO11 (Imagem: divulgação/ relatório gerencial)Voltado ao segmento logístico, o BRCO11 busca gerar renda e ganho de capital por meio da exploração de galpões. Atualmente, o fundo possui participações em 14 imóveis, que somam cerca de 591 mil m² de área bruta locável (ABL).A vacância física dos empreendimentos do FII está em torno de 7,4%, conforme seu último relatório gerencial.Desempenho do IFIX no 1° semestreO mercado de FIIs teve um pregão positivo na terça-feira (30). O IFIX, índice referência do setor na B3, encerrou o dia aos 3.830,59 pontos, com alta de 0,31%.Apesar disso, o indicador apresentou recuo de 1,21% no acumulado de junho, enquanto, no primeiro semestre de 2026, registrou ganho de 1,46%.A título de comparação, nos seis primeiros meses de 2025, o índice obteve avanço de 11,12%, no melhor desempenho para um primeiro semestre desde 2019.Para Renato Pereira, sócio-fundador da Private Investimentos, a primeira parte de 2026 foi marcada por uma mudança significativa para o mercado de FIIs, o que explica o desempenho pouco positivo.“Nos primeiros meses deste ano, o ambiente era favorável para os ativos imobiliários. A perspectiva da inflação e de início de um ciclo de redução da Selic fortalecia a demanda por FIIs, especialmente os de tijolo, tradicionalmente mais sensíveis às expectativas para os juros de longo prazo”, afirmou ao Money Times.“No entanto, o começo da guerra no Oriente Médio alterou a percepção dos investidores sobre o cenário econômico global. A escalada do conflito elevou a preocupação com os impactos sobre os preços da energia e commodities, reacendendo os riscos inflacionários em diversos países e provocando uma reprecificação dos FIIs”, acrescentou.De acordo com Pereira, os fundos imobiliários de recebíveis foram os menos afetados pela mudança de cenário. “Muitos desses FIIs de papel possuem carteiras indexadas ao CDI ou ao IPCA, o que tende a beneficiar seus rendimentos em um cenário de juros elevados e inflação persistente”, disse.“Já o segmento de fundos de desenvolvimento imobiliário foi o que mais sentiu. Isso porque, com o aumento dos preços de materiais, suas margens foram comprimidas. Além disso, esse setor também depende de financiamento, que ficou mais difícil de obter”, prosseguiu.Destaques do último pregão (30)O Hectare CE (HCTR11) liderou as altas do último pregão de junho, com valorização de 3,64%. Na sequência, o VBI Prime Properties (PVBI11) avançou 2,31%, enquanto o Mauá Capital Real Estate (MCRE11) registrou ganho de 2,01%.TickerVariaçãoÚltimo (R$)HCTR11+3,64%16,50PVBI11+2,31%73,20MCRE11+2,01%9,12AZPL11+2,00%7,65XPLG11+1,95%93,79Entre as maiores quedas, o RBR Logística (RBRL11) liderou as perdas, com recuo de 5,06%. Em seguida, o Átrio REIT Recebíveis Imobiliários (ARRI11) caiu 2,33%, enquanto o Habitat II (HABT11) recuou 1,78%.TickerVariaçãoÚltimo (R$)RBRL11-5,06%74,24ARRI11-2,33%4,61HABT11-1,78%72,67BTAL11-1,20%85,00TGAR11-1,19%53,28