O Goldman Sachs avalia que a combinação de ondas de calor e das expectativas de um “super El Niño” tende a acelerar os investimentos em soluções de adaptação às mudanças climáticas, especialmente em sistemas de climatização, infraestrutura elétrica e construção.Segundo o banco, o aumento da frequência de temperaturas extremas está mudando a forma como famílias, empresas e governos encaram esses eventos. Em vez de tratá-los como fenômenos temporários, a tendência é que sejam vistos como riscos permanentes, incentivando investimentos preventivos para reduzir seus impactos.Leia tambémOnde está o “estresse” da inadimplência? Morgan vê pressão mais local e não sistêmicaDados do BC mostram que o crédito ao consumidor no Brasil não está passando por um estresse amplo e sistêmicoGrupo Mateus: 2ª autuação bilionária da Receita eleva risco fiscal e ações desabam 6%Grupo Mateus recebe autuação bilionária da Receita FederalNa avaliação do Goldman Sachs, os principais setores beneficiados por esse movimento são os de climatização (HVAC), geração, transmissão e distribuição de energia, materiais de construção e tecnologias de geolocalização e mapeamento, que devem registrar maior demanda à medida que cresce a necessidade de adaptação ao calor extremo.O relatório também analisa como o aumento da utilização de sistemas de climatização pode elevar o consumo de energia em diferentes regiões do mundo. Para o banco, esse cenário favorece empresas expostas tanto ao mercado de ar-condicionado quanto à infraestrutura necessária para garantir a confiabilidade do fornecimento de eletricidade.Além das mudanças climáticas, o Goldman Sachs aponta que a expansão da inteligência artificial (IA), o envelhecimento da infraestrutura, o reshoring (estratégia empresarial de trazer de volta para o país de origem os processos produtivos que antes haviam sido transferidos para o exterior) e as transformações demográficas reforçam a necessidade de novos investimentos em energia, água, logística e redes de infraestrutura, criando oportunidades estruturais para diversos setores da economia.Nesse cenário, o Goldman Sachs selecionou 42 ações globais com recomendação de compra (Buy) que considera bem posicionadas para capturar esse movimento.Três apostas no BrasilEntre as empresas brasileiras, o banco destaca Eneva (ENEV3), pela exposição à geração de energia térmica e a gás natural; Energisa (ENGI11), pela atuação em distribuição de energia; e Equatorial (EQTL3), que opera de forma integrada nos segmentos de distribuição e transmissão de energia.Destaques globaisNos Estados Unidos, a lista inclui empresas de geração e infraestrutura elétrica, como Vistra, American Electric Power (AEP), PG&E, Xcel Energy e NRG Energy, além de fabricantes de equipamentos de climatização, como Carrier, Johnson Controls e Lennox International. Também aparecem companhias ligadas à expansão da infraestrutura elétrica, como GE Vernova e Quanta Services.Na Europa, o banco cita Siemens Energy, Prysmian, Carel Industries, Ørsted, Vestas Wind Systems, Solaria e Ceres Power, enquanto, na Ásia, figuram nomes como Midea Group, Hisense, Hitachi, Power Grid Corporation of India, NTPC, LONGi, NARI Technology, Sieyuan Electric e Havells India.Para o Goldman Sachs, essas empresas devem ser favorecidas pela combinação entre o aumento da demanda por refrigeração, impulsionado pelas temperaturas extremas, e a necessidade crescente de investimentos para tornar as redes elétricas mais resilientes e confiáveis.The post Goldman Sachs aposta em 3 ações brasileiras para surfar a demanda por climatização appeared first on InfoMoney.