Polícia conclui segundo inquérito sobre morte em rope jump de SP

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A Polícia Civil concluiu, nesta semana, o segundo inquérito que investiga a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, que foi arremessada sem corda durante uma atividade de rope jump na “Ponte do Esqueleto”, em Limeira, no início de junho.O segundo inquérito, finalizado nesta quarta-feira (1º), indiciou formalmente uma mulher, de 43 anos, pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual. Segundo a Polícia Civil, ela integrava o núcleo organizacional responsável pela realização do evento.Outros dois homens, que tinham sido presos junto com ela, não foram indiciados. A polícia representou pela revogação das prisões preventivas dos dois e aguarda decisão da Justiça. Um deles chegou a ser apontado como o responsável por retirar a câmera que estava no corpo da jovem. A polícia não informou se essa hipótese foi descartada.O primeiro relatório, concluído em junho, já havia indiciado os três instrutores que estão presos desde o dia 21 de junho pela morte de Maria. Eles são os homens que aparecem nas imagens jogando a jovem da ponte sem corda. Leia Mais Polícia indicia três instrutores por morte de jovem em rompe jump de SP Morte em salto de rope jump em SP: veja o que disseram instrutores presos Jovem morta em rope jump é velada neste domingo na Grande São Paulo  Em nota, a Delegacia Seccional de Limeira informou que as investigações prosseguem para apurar o paradeiro da câmera utilizada pela vítima.Relembre o casoSegundo as investigações, a jovem contratou a empresa Entre Cordas para realizar a atividade esportiva, mas foi lançada pelos funcionários de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa aos equipamentos de segurança.Em depoimento à polícia, o trio não conseguiu explicar como ocorreu a falha. A Justiça de São Paulo classificou o caso como negligência e converteu as prisões deles em preventivas.Fuga, desaparecimento de câmera e falta de autorizaçãoSegundo o juiz, durante a perícia, a polícia constatou que Maria Eduarda não estava mais com a câmera utilizada para registrar a atividade. Na avaliação do magistrado, o desaparecimento do equipamento podia indicar uma tentativa de ocultação de provas.Além disso, segundo os autos, quando um dos policiais se afastou para prestar apoio ao resgate, os três funcionários da empresa fugiram em direção a uma área de vegetação próxima.O juiz também destacou que os suspeitos tentaram deixar o local após o acidente, comportamento que, segundo ele, demonstra risco de obstrução das investigações.Outro fator considerado pela Justiça foi o fato de os investigados exercerem a atividade de forma habitual, o que poderia representar risco de novos casos se eles permanecessem em liberdade.A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), informou ainda que a empresa responsável pela atividade não possuía autorização para realizar operações esportivas na Ponte do Esqueleto.Após a tragédia, o Governo Federal passou a estudar a possibilidade de demolir a estrutura. Em reunião com representantes do MGI, a prefeita de Cordeirópolis e o prefeito de Limeira afirmaram que os municípios já adotam medidas para restringir o acesso à ponte e manifestaram apoio à demolição da estrutura.*Sob supervisão de Carolina Figueiredo