Alunos colocam vidro em copo de água de professora em SP; polícia investiga

Wait 5 sec.

A professora Michele Ramos, de 37 anos, relatou ter encontrado uma lâmina de vidro em um copo de água dentro da escola onde ela trabalha na rede municipal de São José dos Campos (SP), na manhã de terça-feira (30). O caso é investigado pela Polícia Civil como tentativa de lesão corporal.O episódio ganhou repercussão após Michele ir às redes sociais, abalada, denunciar o ocorrido. Durante a aula, ela solicitou a um aluno que buscasse água. O aluno então teria colocado o vidro no copo e exibido a ação aos colegas. Outros estudantes teriam presenciado, mas não avisaram a professora e ainda zombaram da situação.A sala viu o que estava acontecendo e ficaram de murmurinho. Ao invés de me falar o que tinha acontecido, o que ele tinha colocado, o pessoal viu e eles não falaram e ainda ficaram: ‘Se eu fosse você, eu não beberia essa água, professora’Michelle Ramos, professora Leia Mais Homem lança spray de pimenta em escola por causa de barulho em SP Ex-professor da USP vira réu por acusação de abuso e assédio contra aluno Vídeo mostra PMs em escola de SP após pai reclamar de desenho de orixá A professora afirmou que precisou buscar atendimento médico e que desenvolveu problemas psicológicos em razão do que sofre no emprego. Ela disse que tentaria registrar o episódio como acidente de trabalho.Procurada, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que os estudantes envolvidos foram identificados por meio de câmeras de segurança da unidade, e o Conselho Tutelar foi acionado.A ocorrência foi registrada na Delegacia Eletrônica como tentativa de lesão corporal e encaminhada à Delegacia de Polícia da Infância e Juventude (DPJI) de São José dos Campos.Em uma nova publicação feita nesta quarta-feira (2), Michele agradeceu as manifestações de apoio recebidas após a repercussão do caso e disse que aguarda posicionamento das autoridades.A CNN Brasil entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação de São José dos Campo e com a direção da escola sobre as providências adotadas após o ocorrido, mas ainda não teve retorno. O espaço segue aberto.*Sob supervisão de Carolina Figueiredo