Lula defende aumento de pena para feminicídio, em meio a desgaste de Flávio Bolsonaro com mulheres

Wait 5 sec.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta (2) aumentar a pena para homens que matam mulheres. O tom do discurso, usualmente associado com políticos de direita, foi feito por Lula durante evento no Rio Grande do Norte (RN), e acontece em um momento em que seu principal adversário na disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enfrenta desgastes com o público feminino.Lula citou o Pacto contra o Feminicídio, assunto frequente em seus discursos nos últimos meses. Falou que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, está à frente dessa discussão e disse que é preciso “ser duro, porque é importante que todo homem saiba que só existimos porque nascemos de uma mulher”.“Nós estamos fazendo o Pacto contra o Feminicídio. E vamos endurecer. O cidadão que bater na mulher vai ter que ser punido, vai ter que utilizar tornozeleira e, se a mulher quiser, não vai nem encostar mais na mulher. E aumentar a pena para quem mata mulher. Não é possível, o cidadão trancar a mulher e o filho na casa e tocar fogo, o cidadão dar 66 socos na cara da mulher”, afirmou o presidente.Flávio Bolsonaro participou de um café da manhã com mulheres na quarta (1º). Na semana passada, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais dizendo ter se sentido “humilhada” por Flávio em uma conversa que tiveram por causa de divergências na condução de alianças políticas no Ceará.Lula participou da inauguração de um túnel de transposição de águas do rio São Francisco para o Rio Grande do Norte. O presidente disse que não poderá mais inaugurar obras por causa da lei eleitoral, mas que poderá continuar visitando obras nos Estados.“Só posso inaugurar obra até o dia 4 de julho. A partir de amanhã, não posso inaugurar mais obra por causa das eleições. Mas eu posso visitar obra, então vou voltar para ver a universidade, ver outras obras. Mas para fazer visitas, sem poder falar nada”, afirmou.O presidente também cobrou a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), para que o secretário de Saúde do Estado faça “propaganda do Brasil Sorridente”, programa do governo federal de assistência odontológica. “É preciso obrigar seu secretário de Saúde para fazer propaganda do Brasil Sorridente, porque tem muita gente sem dente que não sabe que tem o Brasil Sorridente. Médico só gosta de fazer propaganda de médico, não gosta de falar de dentista”, disse o presidente.Lula afirmou, ainda, que a elite “gosta de falar com pobre na época de eleição” por causa dos votos que essa parcela da população pode dar. Incluiu-se entre esse grupo dos mais pobres ao dizer: “Nós (pobres) somos tratados como invisíveis, mas no dia da eleição somos importantes”.