O árbitro Raphael Claus, que foi alvo de ataques do presidente dos EUA, Donald Trump, tem 46 anos e é árbitro no futebol desde 2002.Natural de Santa Bárbara d’Oeste, do interior de São Paulo, ele concluiu o curso de formação de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF) em 2002 e tem registros de trabalho na categoria profissional desde 2008. Já em 2010, entrou para o quadro da CBF.Claus é considerado um dos principais árbitros do futebol brasileiro. Ele tem 10 finais do Campeonato Paulista no currículo e duas decisões de Copa do Brasil, uma em 2019 e outra em 2024, além de ser escalado com frequência para jogos de maior importância nas rodadas do Brasileirão.Esta é a segunda Copa do Mundo que Claus participa. Em 2022, na edição do Qatar, Claus apitou dois jogos: um de Inglaterra x Irã que terminou em 6 a 2 para os ingleses e Canadá x Marrocos, no qual os marroquinhos levaram a melhor por 2 a 1. Na atual edição da competição, o ábitro brasileiro comandou a arbitragem do jogo entre Espanha 4×0 Arábia Saudita. Já na fase de grupos, apitou EUA 2×0 Bósnia, partida onna qual ele deu um cartão vermelho ao atacante norte-americano Folarin Balogun. Ele também trabalhou no Mundial de Clubes de 2025.Polêmica com TrumpDonald Trump, o presidente dos EUA, criticou Raphael Claus após o árbitro expulsar Folarin Balogun em jogo na Copa do Mundo de 2026.A declaração foi feita em entrevista a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca nesta segunda-feira (6). Trump chegou a dizer que o brasileiro é “suspeito”. “Esse árbitro, que é um pouco suspeito, se você verificar o histórico dele… Não quero dizer isso porque não gosto de criar polêmicas, mas é muito suspeito. Se você quiser, eu lhe forneço o histórico dele”, afirmou.Para Trump, a falta que gerou o cartão vermelho ao jogador de um dos países-sede da Copa não existiu. “Ele marcou uma falta em um lance que ninguém conseguia acreditar. Até as pessoas do outro lado disseram: ‘Nossa, demos sorte’”, completou o presidente.Mais cedo, o líder norte-americano confirmou também que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que revisasse a decisão “horrível” de aplicar um cartão vermelho ao atacante dos EUA, mas disse que não solicitou a anulação da punição.“Pedi uma revisão porque não achei que tivesse sido falta”, disse Trump a repórteres na Casa Branca. “Tudo o que fiz foi pedir uma revisão; não disse que eles tinham que fazer isso”.Balogun ficaria de fora do confronto das oitavas de final contra a Bélgica, nesta segunda, após receber um cartão vermelho direto, confirmado pelo VAR, por pisar no pé de um defensor bósnio em uma partida da fase anterior, vencida pelos EUA por 2 a 0.