Meta desligará câmera de óculos inteligentes de quem esconder LED de captura

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A Meta confirmou uma atualização nos óculos inteligentes da empresa para reduzir gravações feitas sem consentimento de outras pessoas e nem avisos visíveis de que uma filmagem está em andamento. Ela explicou essa e outras novidades em privacidade em uma postagem no blog oficial da empresa.A principal mudança está em uma atualização obrigatória em andamento para os dispositivos vestíveis. Ela vai desabilitar a câmera dos aparelhos se detectar que o LED de alerta de captura em andamento foi fisicamente coberto, alterado ou até destruído.A luz piscante na cor branca fica na parte frontal da armação. Mecanismos de detecção para quando ela é coberta por materiais como fitas isolantes até já estavam em operação, impedindo que fotos e vídeos sejam capturados até que o mecanismo fosse destampado.Porém, isso só vale para a segunda geração dos óculos de parcerias como a Ray-Ban ou os novos Meta Glasses — e a barreira levou usuários a criarem métodos ainda mais sofisticados (e que funcionam) para burlar a trava de segurança.Os óculos inteligentes Ray-Ban Meta. (Imagem: Divulgação/Meta)Para além da atualização no sistema, a Meta diz que está constantemente monitorando marketplaces de terceiros e as próprias redes sociais em busca de postagens, anúncios e ofertas de produtos ou serviços que prometem esconder o LED dos óculos sem prejudicar o funcionamento. Esses conteúdos são apagados e denunciados aos serviços responsáveis.Invasão de privacidade e óculos inteligentesReclamações sobre filmagens não autorizadas e o uso de óculos inteligentes para constrangimento ou até assédio estão cada vez mais comuns — e os óculos da Meta, que é a atual referência nesse mercado, são os modelos mais usados nesses casos.Esse tipo de situação, que foi um problema também na onda anterior desse mercado com o Google Glass, já levou tribunais do estado de Nova York a barrarem o uso de smart glasses durante julgamentos ou audiências. No Brasil, o humorista Paulo Vieira denunciou a publicação de vídeos gravados por um desses aparelhos sem a sua autorização.A companhia também precisou lidar com críticas sobre uma tecnologia de reconhecimento facial que estava em testes nos dispositivos, mas os códigos desse recurso parecem ter sido removidos em uma atualização recente.Mais mecanismos de segurançaNa postagem, a Meta explicou ainda que experimentou outras formas de avisar sobre a gravação antes de escolher o LED. A cor branca foi selecionada por ser a melhor "combinação de visibilidade e experiência de uso", além de ter um brilho considerado ideal para ser visto em ambientes bem iluminados.Ela também rejeitou a ideia de um barulho de obturador alto por motivos práticos, mantendo o som apenas em um volume baixo para ser ouvido pelo próprio usuário. "Uma luz é familiar em outros dispositivos eletrônicos pessoais, como a câmera de um notebook ou gerações mais antigas de equipamentos de gravação de vídeo", diz a empresa.A companhia reforçou ainda que só o próprio usuário pode ver os conteúdos capturados pela câmera dos óculos inteligentes, a não ser que você importe os materiais para o smartphone pareado (enviando eles diretamente para a galeria), compartilhe com outras pessoas ou utilize a Meta AI. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por TecMundo (@tecmundo)Este último caso também resultou em polêmica: uma denúncia apontou que moderadores humanos e terceirizados tiveram acesso até a materiais íntimos de usuários capturados pelos óculos inteligentes.Como é o plano de assinatura dos óculos da Meta que colocou limites pagos em um recurso do aparelho? Saiba mais nesta matéria!