Wall Street recua com retomada da guerra no Oriente Médio e ameaças de Trump

Wait 5 sec.

Os índices de Wall Street iniciam o pregão desta quarta-feira (8) em baixa com a retomada das tensões geopolíticas no Oriente Médio.Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:Dow Jones: -1,01%, aos 52.389,53 pontos;S&P 500: -0,56%, aos 7.461,73 pontos; Nasdaq: -0,37%, aos 25.723,593 pontos.O que mexe com Wall Street hoje? Os investidores de Wall Street voltam a olhar com atenção para o conflito entre Estados Unidos e Irã. Após três navios serem atingidos no Estreito de Ormuz, os EUA adotaram uma postura mais dura em relação ao país persa. Os norte-americanos voltaram a proibir a venda do petróleo iraniano, além de realizar ataques no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contribuiu para pressionar os preços do petróleo afirmando que o cessar-fogo com o Irã “acabou”. Trump sugeriu uma nova rodada de ataques ainda hoje.“Vou dar um pequeno aviso: vamos atacá-los com força esta noite”, disse Trump a repórteres na cúpula da Otan na Turquia, antes de seu encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.O contrato do petróleo Brent para setembro, referência no mercado internacional, sobe 4,91%, a US$ 77,81 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, por volta das 10h40 (horário de Brasília).Com a alta da commodity, o setor de energia opera em alta, com Chevron e Exxon Mobil avançando 1% cada. Além disso, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) divulga a ata da sua última reunião de junho.Nela, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na quarta manutenção consecutiva e em uma decisão unânime. O mercado mantém a aposta de nova elevação nos juros pelo Fed em setembro, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, mesmo após dados de emprego mais fracos, divulgados na semana passada.A ferramenta indicava probabilidade de 66,4% de o Fed aumentar as taxas na reunião de setembro. Para a próxima decisão, no fim de julho, a aposta majoritária é de manutenção (69,5%).