Eleições: após veto de Lula, secretário do PT defende uso ético da IA

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O secretário de Comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Éden Valadares, defendeu o uso ético da Inteligência Artificial (IA) nas eleições deste ano. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o dirigente petista repudiou o uso de tecnologia para manipular e espalhar desinformação. Na avaliação dele, a IA pode ser bem-vinda se usada de forma técnica, como ferramenta de edição ou aprimoramento de conteúdos.“O que é vedado pela legislação brasileira, e nós estamos chamando a atenção da Justiça Eleitoral, é a utilização que a extrema-direita tem sistematicamente realizado para deepfakes, montagens grotescas, ataques pessoais e manipulação da verdade”, ressaltou.Ele fez referência ao senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem utilizado a tecnologia para produzir vídeos com estética hollywoodiana para fazer críticas ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).“A turma bolsonarista tem usado essas ferramentas para apresentar um candidato de mentira, em situações de mentira e criado cenas também de mentira para atacar o PT e o presidente Lula”, destaca Valadares.Valadares frisa ainda: “Na nossa comunicação, seja aqui nas redes sociais ou na TV, toda vez que você vir o presidente, saiba que é o Lula de verdade, mas falando a verdade sobre o Brasil de verdade”. Leia também Milena TeixeiraCampanha de Lula veta uso de IA por ordem do presidente BrasilCamilo diverge de líder do PT sobre Alcolumbre: “Momento é de distensionar” BrasilCom PEC travada no Senado, Lula defende fim da escala 6×1 BrasilGoverno Lula repudia fala de Flávio em audiência nos EUA: “Traição à pátria” Veto à IA na campanhaA manifestação ocorre após o presidente Lula barrar o uso de Inteligência Artificial em sua campanha. A informação foi revelada pelo Metrópoles, na coluna Milena Teixeira.Conforme a reportagem, a campanha vai evitar a utilização da tecnologia na produção de conteúdos para as redes sociais e materiais de propaganda.A orientação partiu do próprio presidente, que tem feito críticas públicas à ferramenta. Ainda segundo apurou a coluna, a medida visa também prevenir problemas com a Justiça Eleitoral.