Belo Horizonte — Enquanto Virginia Fonseca volta ao centro das investigações sobre a divulgação de apostas esportivas, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou que se arrepende de ter pedido uma foto com a influenciadora durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, em 2025. “Foi um erro. Fui um idiota”, declarou em sessão no Senado.“Eu não vou nunca ocultar erro, porque quem fica ocultando erro é porque continua no erro. Esse foi um erro que eu tive durante o meu processo de senador aqui dentro do Senado. (…) Foi um erro, fui um idiota de pedir uma foto para minha filha da influenciadora Virginia”, afirmou. Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Cleitinho Azevedo (@cleitinhoazevedo)Entenda o casoMaio de 2025: durante a CPI das Bets, Cleitinho pediu uma foto e um vídeo de Virginia Fonseca para a esposa e a filha.Repercussão: a atitude gerou críticas por ocorrer durante a comissão que investigava a divulgação de apostas on-line.Arrependimento: nesta quinta-feira (10/7), o senador afirmou que “foi um idiota” e voltou a pedir desculpas pelo episódio.Virginia na mira: a influenciadora voltou ao centro das investigações após o MPDFT pedir sua condenação, junto com a Blaze, ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.Cleitinho disse que decidiu voltar ao assunto após encontrar um homem que lhe contou ter desenvolvido vício em apostas esportivas e quase perdido a vida e a família por causa dos jogos on-line. “Ele falou que uma coisa que o chateou muito foi eu ter pedido aquela foto na CPI. Disse que quase perdeu a vida e a família por causa desse raio desse jogo”, relatou o senador. Leia também Grande AngularMP classifica ação da Blaze com Virginia como “engenharia predatória” Distrito FederalDe Prior a Virginia: os influencers na mira do MPDFT por divulgar bets CelebridadesVeja story citado pelo MP em ação contra Virginia e Blaze Segundo o parlamentar, após a repercussão negativa do episódio, ele chegou a enviar uma mensagem de áudio para Virginia pedindo que ela deixasse de fazer publicidade para plataformas de apostas.Críticas às betsNo vídeo, Cleitinho voltou a defender medidas mais rígidas contra as apostas esportivas e responsabilizou o Congresso Nacional pela regulamentação do setor.“O erro maior foi do Congresso, que regulamentou isso. Se não tivesse regulamentado, essa porcaria não estaria acabando com milhares de famílias”, afirmou.O senador também apresentou dados sobre o crescimento das apostas durante a Copa do Mundo de Clubes e citou números relacionados ao impacto do vício em jogos na saúde mental e nos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, o combate às bets não deve ser tratado como uma pauta ideológica.“Isso não é questão de esquerda nem de direita. O Brasil virou o país das bets. Todos os parlamentares têm que se posicionar para dar um fim nisso”, declarou.Relembre o casoO episódio ocorreu em maio de 2025, durante o depoimento de Virginia Fonseca na CPI das Bets, no Senado. Na ocasião, Cleitinho interrompeu sua fala para pedir que a influenciadora gravasse um vídeo para a esposa e para a filha dele.Ao mesmo tempo, o senador fez um apelo para que Virginia deixasse de divulgar casas de apostas e passasse a promover apenas os produtos da própria marca.“Você não precisa mais disso. Acaba com isso. Divulga seus pré-treinos. Inclusive tomei seu pré-treino hoje. Maravilhoso”, disse na sessão.Na mesma audiência, Cleitinho também afirmou que Virginia não era “criminosa” nem “bandida” e criticou a classe política, dizendo que o Congresso não tinha “moral” para apontar o dedo para a influenciadora.Virginia volta ao centro das investigaçõesO nome de Virginia voltou ao centro da discussão sobre apostas nesta semana. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública contra a influenciadora e a plataforma Blaze, acusando a parceria de funcionar como um “conluio predatório”.Na ação, o órgão pede a condenação de Virginia e da casa de apostas ao pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Segundo o MPDFT, a influenciadora teria atuado como um dos principais braços de divulgação da plataforma.