Ibovespa pega carona no ‘bom humor’ externo e sobe 1% à espera de IPCA; dólar cai a R$ 5,12

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O Ibovespa (IBOV) acompanhou a melhora do apetite ao risco no exterior em meio à expectativa de retomada das negociações para um cessar-fogo definitivo entre Estados Unidos e Irã.Nesta quinta-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,22%, aos 172.742,12 pontos. Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1227, com queda de 0,50%.No cenário doméstico, o mercado acompanhou novas declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Pela manhã, o chefe da pasta econômica afirmou que a possível decisão do governo de eliminar a subvenção à gasolina, que seria tomada nesta semana, ficará para a próxima semana diante dos novos atritos entre EUA e Irã.O mercado também operou à espera do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, com divulgação prevista para às 9h (horário de Brasília) desta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).De acordo com projeções do Broadcast, a inflação do mês passado deve desacelerar a 0,31%, na mediana das estimativas do mercado, após alta de 0,58% em maio. No acumulado de 12 meses, a mediana é de aumento a 4,79%, acima do teto da meta de inflação, após registrar alta de 4,72% em maio.Altas e quedas do IbovespaA redução nas tensões geopolíticas enfraqueceu o dólar no mercado à vista e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), refletindo no alívio na curva de juros futuros. Magazine Luiza (MGLU3) liderou a ponta positiva do Ibovespa com alta de 7,76% (R$ 4,86). Já a ponta negativa foi encabeçada por Axia Energia (AXIA3), que fechou com baixa de 2,68%, a R$ 51,63. Entre os pesos-pesados, o tom foi misto. Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, fechou em forte queda, com ganho de 0,62% (R$ 73,15), recuperando as perdas da véspera. Em relatório, o BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da mineradora, considerando que os papéis estão descontados em relação aos principais pares internacionais. O setor de bancos também encerrou em alta: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com avanço de 2,44% com a melhora do apetite a risco. Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve alta de 1,67% (R$ 42,59).Já Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, acompanhou o desempenho do petróleo e limitou os ganhos do IBOV. O contrato futuro do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro caiu 2,20%, a US$ 76,30 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no pregão eletrônico.PETR3 terminou o dia com queda de 1,43% (R$ 43,53) e PETR4 registrou perda de 1,11% (R$ 39,21).Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. Exterior Os índices de Wall Street fecharam em alta com a recuperação das ações ligadas a tecnologia e alívio nos preços do petróleo.Confira o fechamento dos índices:Dow Jones: +0,27%, aos 52.487,41 pontos;S&P 500: +0,81%, aos 7.543,64 pontos;Nasdaq: +1,30%, aos 26.206,89 pontos.Na Europa, os índices fecharam em alta com atenções concentradas no cenário geopolítico e na ata do Banco Central Europeu (BCE). O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,78%, aos 640,87 pontos.Na Ásia, os índices terminaram a sessão sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, subiu 1,38% os 67.743,85 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve queda de 0,70%, aos 24.030,18 pontos.