Empresário e ex-sócio de Léo Dias, quem é Thiago Miranda, alvo da PF

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Thiago Miranda, ex-socio do Léo Dias e Daniel Vorcaro, foi alvo nesta quinta-feira (09) da 10ª fase da Operação Compliance Zero. Em maio deste ano ele já tinha sido apontado como um elemento importante na investigação envolvendo o Banco Master. Miranda é conhecido por atuar nos bastidores da comunicação e de gerenciamento de crise. Ele é ex-sócio do Léo dias e dono da agência de relações públicas Mithi, empresa com mais de 15 anos de atuação no mercado da comunicação. O fim da parceria com Léo Dias foi anunciada há dois dias. Em uma publicação nas redes sociais, o empresário escreveu: “Esse ciclo se encerra de forma muito positiva. Vendi minha participação na empresa com a certeza de que contribuí para construir algo sólido e de grande relevância. Levo comigo os aprendizados, as amizades, as conquistas e a convicção de que empreender é, acima de tudo, transformar ideias em impacto. Sigo dedicado a novos projetos, novos desafios e novas oportunidades de construir, inovar e gerar valor.”, escreveu Miranda. Operação contra Thiago MirandaNesta quinta-feira, a Polícia Federal (PF) deflagrou a 10ª fase da Operação Compliance Zero para apurar indícios de atuação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade da atuação do Banco Central do Brasil. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília/DF.Segundo a PF, as investigações apuram a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.“Os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de outros delitos correlatos, incluindo possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos”, diz o documento da PF.