O desenho era uma criação do estúdio italiano GhiaMarco de Bari/Quatro RodasPiloto que chegou a correr na F-1, Alejandro De Tomaso era argentino. Corajoso, decidiu produzir seus próprios carros em Modena, quintal da Ferrari. Alejandro começou construindo o chassi que usaria nas pistas adicionando um motor da Maserati e, mais tarde, da Ford, mas foi como criador de superesportivos que ele encontrou seu caminho, mesmo em meio à farta concorrência local.O primeiro modelo de rua da marca, o Vallelunga, foi apresentado no Salão de Turim de 1963 com um motor 1.5 do Ford Cortina. A evolução continuou com o Mangusta em 1966, desenhado por Giorgetto Giugiaro. O passo mais importante da empresa, porém, ocorreu em 1970, com o lançamento do De Tomaso Pantera.Mais de 7.200 Pantera foram produzidos em 23 anosMarco de Bari/Quatro RodasO esportivo representou o principal momento da parceria entre a fabricante italiana e a Ford, que anos antes havia tentado comprar a Ferrari. Apresentado no Salão de Nova York, o Pantera trazia referências aos sucessos da Ford nas corridas da década de 1960, como o GT40. O modelo utilizava estrutura monobloco e carroceria de aço com linhas desenhadas pelo americano Tom Tjaarda, do estúdio italiano Ghia. Continua após a publicidadeAtrás dos bancos ficava o motor Ford V8 351, de 5,8 litros e 310 cv, e o câmbio manual ZF de cinco marchas. A suspensão era independente nas quatro rodas, todas com freio a disco. Ele ia de 0 a 100 km/h em 5,6 segundos e atingia 260 km/h. Nos Estados Unidos, era vendido em autorizadas Lincoln-Mercury, com direito a vidros elétricos e ar-condicionado.O V8 de 310 cv era instalado em posição central traseiraMarco de Bari/Quatro RodasO Pantera faz jus a seu nome, como prova o exemplar 1972 das fotos. Suas respostas são agressivas e a aceleração, violenta. Dosar o pé é essencial. Bem atrás do piloto, o motor faz o corpo todo vibrar. Pelo retrovisor, vê-se o filtro de ar trepidar. Sentem-se as imperfeições do asfalto nas mãos. Continua após a publicidadeO cinto de segurança pode ser usado nos três pontos, só na faixa abdominal ou só na transversal. Os engates do câmbio são facilitados pela grelha clássica, embora a alavanca e a embreagem sejam relativamente pesadas.Velocímetro e conta-giros separados no painel e câmbio guiado pela grelhaMarco de Bari/Quatro RodasA parceria De Tomaso e Ford se encerrou no fim de 1974 e, com ela, a importação do Pantera para os EUA. Mas novas versões renovariam o ânimo do felino e reforçariam seu apelo para a preparação e a customização. Continua após a publicidadeO Pantera GT5 de 1980 ganhou vários itens aerodinâmicos que deixaram o visual mais pesado. Cinco anos depois, o GT5-S trouxe a primeira mudança profunda no visual, com nova frente.Criador dos Lamborghini Miura e Countach, Marcello Gandini atualizou o desenho do Pantera em 1989, junto com melhorias mecânicas e estruturais. O visual ficou mais retilíneo e carregado, com spoiler e acessórios aerodinâmicos. Agora o modelo usava um chassi tubular. Rodas de liga com freios Brembo ventilados e nova suspensão completavam o pacote.Em 1991, ganhou um V8 Ford de 5 litros, com muita eletrônica e 305 cv. O Pantera só morreria em 1993, após 23 anos de vida, mostrando o tamanho do fôlego desse gato selvagem. Continua após a publicidadeAMC AMX/3–reprodução/InternetCaso próximo ao do Pantera é o AMX/3 (acima). Desenhado por Richard Teague para a AMC, o conceito foi produzido em Turim, com direito a um V8 6.4 de 345 cv. O projeto foi cancelado após seis carros fabricados por questões de preço, emissões e normas de segurança.Ficha técnica – De Tomaso Pantera 1972Motor: V8 central de 5,8 litrosPotência: 310 cv a 5.400 rpmCâmbio: manual de 5 marchas, tração traseiraCarroceria: cupêDimensões: comprimento, 424 cm; largura, 170 cm; altura, 110 cm; entre-eixos, 251 cm; peso, 1.300 kgDesempenho: 0 a 100 km/h em 5,6 segundos, velocidade máxima de 260 km/h Publicidade