O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, voltou a endurecer o discurso contra o governo de Cuba neste sábado (11/7) e afirmou que Washington continuará utilizando “todas as ferramentas à sua disposição” para pressionar o regime cubano.Em uma declaração publicada por ocasião dos cinco anos dos protestos históricos de 11 de julho de 2021, o chefe da diplomacia norte-americana condicionou qualquer aproximação entre os dois países à adoção de reformas políticas e econômicas por Havana.“O presidente Trump e eu queremos um futuro melhor para Cuba e seu povo”, afirmou Rubio.Segundo ele, os Estados Unidos chegaram a oferecer assistência para a reconstrução da ilha e uma “nova relação” bilateral, desde que o governo cubano aceitasse promover mudanças capazes de abrir caminho para maior prosperidade econômica e liberdade política.“Ameaça à segurança dos EUA”Na declaração, o braço direito de Trump ainda afirmou que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos ao manter relações com adversários estratégicos de Washington e ao permitir, segundo ele, operações militares, de inteligência e outras atividades hostis próximas ao território americano.“Os Estados Unidos continuarão a usar todas as ferramentas à sua disposição para enfrentar as ameaças à segurança nacional representadas pelo regime comunista cubano e impulsionar as reformas econômicas e políticas necessárias para um futuro melhor para Cuba”, afirmou Rubio.4 imagensFechar modal.1 de 4Reforma econômica de Cuba se inspira no modelo chinês, diz historiadorJohn Elk III/Getty Images2 de 4Rubio diz que EUA já estão enviando equipes de ajuda à VenezuelaKevin Dietsch/Getty Images3 de 4Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel defende que a reforma não afasta Cuba do socialismoGetty Images4 de 4Getty ImagesEscalada de tensãoA manifestação ocorre em meio a uma nova escalada nas tensões entre Washington e Havana desde o retorno de Trump à Casa Branca.Filho de imigrantes cubanos, Rubio tem liderado o endurecimento da política americana em relação à ilha, defendendo sanções mais rígidas e ampliando a pressão diplomática sobre o governo de Miguel Díaz-Canel. Leia também MundoChanceler de Cuba acusa Rubio de “provocar” agressão militar dos EUA MundoCuba aceitou oferta de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, diz Rubio MundoApós ataque a barco, Rubio critica modelo econômico de Cuba MundoTrump ameaça Cuba e sugere Rubio como novo presidente do país Nos últimos dias, a crise energética cubana agravou ainda mais o cenário interno. Na semana passada, a rede elétrica nacional entrou novamente em colapso, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia, segundo a União Elétrica de Cuba (UNE).Washington, por outro lado, intensificou as sanções contra Havana, justificando as medidas pela aproximação de Cuba com países como China, Rússia e Irã.Nas últimas semanas, o republicano voltou a sugerir que Cuba poderia ser alvo de uma ação semelhante à realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura de Nicolás Maduro.