Zoo clandestino interditado diz que tratava animais com "carinho"

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Os responsáveis pelo zoológico clandestino interditado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) usaram as redes sociais, nesta sexta-feira (10/7), para se defender das acusações de maus-tratos. O Ibama diz que 655 animais eram mantidos em situação precária no local, que fica em São Carlos, no oeste de Santa Catarina. Na publicação, os donos dizem que estão sendo julgados por pessoas que nunca estiveram lá. “Uma fotografia registra apenas um momento e, sozinha, não retrata toda a realidade vivida ao longo dos anos”, afirmam.Eles negam que os animais eram maltratados. “Quem nos visitou sabe do carinho, da dedicação e do vínculo que construímos diariamente com cada animal. Foram anos de cuidados, alimentação, limpeza, atenção e muito amor, compartilhados com milhares de visitantes que acompanharam esse trabalho de perto”, destacaram.Nesta semana, o zoológico publicou uma nota em que anunciava o fechamento do local após todos os animais terem sido levados pela fiscalização. “Foram anos de muito amor, carinho, dedicação e cuidado com cada animal que fez parte do Recanto das Aves. Eles não eram apenas uma atração; eram parte da nossa família”, disse. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Recanto das aves (@recantodasavessc) Leia também BrasilMorre menino de 10 anos atingido por trave em Santa Catarina BrasilRegião de Santa Catarina amanhece com geada e 3,8°C de temperatura Distrito FederalEscorpiões: ataques explodem no DF e animais aparecem até em hospital Vida & EstiloBrasileira compartilha rotina intensa em escola de kung fu na China Zoo interditadoA fiscalização do Ibama identificou que os 655 animais eram mantidos em situação precária.De acordo com a fiscalização, o estabelecimento mantinha aves, animais domésticos, silvestres e espécies exóticas de forma irregular. Os agentes também identificaram documentação e notas fiscais consideradas fraudulentas.Ainda segundo o órgão, o responsável pelo local possuía apenas registro no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass), autorização destinada à criação amadora de aves. Esse cadastro não permite a manutenção de animais de grande porte nem a abertura do espaço para visitação pública.