A Polícia Civil prendeu dois homens e apreendeu 31 carros em estacionamentos de Limeira, no interior de São Paulo, durante a segunda fase de uma operação contra estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, na manhã desta terça-feira (7/7).Segundo a corporação, os presos são suspeitos de integrar um esquema sofisticado de fraude eletrônica baseado na exploração da ferramenta “Cofrinho Cartão” de carteiras digitais. Na prática, os criminosos usam do mecanismo para obter crédito, resgatam o valor e depois cancelam a operação, gerando prejuízo às instituições financeiras.A investigação apontou a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre financiadores, operadores e destinatários desses valores ilícitos. Os dois presos desta terça-feira (7/7) foram identificados como Alon Keikon Souza Silva e Wagner Luis de Aguiar, responsáveis pela captação de pessoas e gestão do fluxo financeiro ilícito.A ação policial também resultou na apreensão de veículos de luxo, relógios de marcas internacionais, óculos de alto padrão, equipamentos eletrônicos e uma arma de fogo com numeração suprimida. Para a polícia, os itens são um “forte indicativo da prática de lavagem de dinheiro e elevada capacidade econômica da organização criminosa”. Leia também São PauloOperação Gromming: MPSP e PM lançam ação contra estelionato digital São PauloNudez e pipoca: pai de santo é preso por abuso sexual e estelionato São PauloPCC: ex-estagiário infiltrado apresentou TCC sobre estelionato virtual São PauloMulher de 37 anos que fingia ter 12 se torna ré por estelionato A Operação Chargeback busca cumprir, ao todo, 42 mandados de busca e apreensão e oito de prisão temporária. Nos últimos dez dias, outros quatro indivíduos foram presos. Até o momento, o valor estimado das apreensões supera R$ 5 milhões.O Metrópoles entrou em contato com o escritório Bertolo & Teixeira Sociedade de Advogados, que representa a defesa de Alon Keikon, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Já defesa de Wagner informou que o processo está sob sigilo e ainda não foi disponibilizado o acesso a cautelar, o que impossibilita avaliar os pontos da investigação, segundo ela.