A eliminação do Brasil da Copa do Mundo de 2026 continua repercutindo mundialmente. O jornal espanhol “Marca” publicou um artigo nesta terça-feira (7) e descreveu a despedida de Neymar da Seleção Brasileira como um “paradoxo cruel”.De acordo com o veículo, o craque brasileiro estava destinado a assumir o posto de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo quando eles chegassem ao fim da carreira, mas acabou como “o herdeiro que chegou primeiro ao fim”. "Declínio estrutural": jornalista vê Seleção Brasileira abaixo dos rivais Debate sobre Neymar após queda do Brasil aponta maior erro de Ancelotti Veja os números finais de Cristiano Ronaldo na história da Copa do Mundo “O único jogador que parecia possuir talento, carisma e presença na mídia suficientes para ocupar um trono que o argentino e o português compartilharam por mais de 15 anos. […] Durante anos, a profecia parecia inevitável”, diz um trecho do artigo.O veículo destacou que Neymar conquistou a Liga dos Campeões com o Barcelona e liderou a Seleção Brasileira desde jovem, mas que a expectativa de se inaugurar uma nova era após Messi e Cristiano Ronaldo não foi alcançada.“Lesões, escolhas de carreira, contratempos com a seleção brasileira e uma inconsistência que gradualmente diminuiu sua regularidade o afastaram lentamente do lugar reservado aos poucos escolhidos”, escreveu o “Marca”.Para o jornal espanhol, o fato do argentino e do português prolongarem suas carreiras em alto nível contribuiu para que o camisa 10 do Brasil fosse superado.Segundo a análise, a Seleção Brasileira também se viu presa a esse paradoxo, já que por mais de uma década esperou que Neymar conduzisse a equipe ao hexacampeonato.“Neymar não foi um fracasso… Mas sua despedida deixa um gosto amargo. […] Por isso, a pergunta inevitável: como um jogador destinado a suceder Messi e Cristiano acabou se despedindo antes deles?”, encerra o artigo.Despedida da Seleção?Após a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, Neymar deixou o gramado emocionado e fez uma declaração que sugere o encerramento de seu ciclo na Seleção Brasileira.“Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui”, disse o camisa 10 em entrevista à geTV.A fala remete ao MetLife Stadium, onde o atacante estreou pela Seleção em 2010, em um amistoso contra os Estados Unidos. A referência ao local reforçou a leitura de que o jogador encerra um ciclo iniciado há 16 anos com a camisa da Seleção.Quanto a Messi e CR7, a Argentina segue em busca do tricampeonato e encara o Egito nesta terça-feira (7), pelas oitavas de final do Mundial. Já Portugal foi eliminado pela Espanha na segunda-feira (6), por 1 a 0, e não avançou às quartas da competição.Análise: “Brasil teve uma campanha medíocre com pobreza de repertório”