Buzzi cita disfunção erétil e mar agitado em defesa de acusação de assédio

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A defesa do ministro Marco Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), apresentou laudos médicos sobre limitações físicas do magistrado para tentar afastar acusações de importunação e assédio sexual apuradas em PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra ele. Entre os documentos está um relatório urológico que aponta disfunção erétil moderada.Buzzi é alvo do PAD desde abril, quando o STJ instaurou o processo para investigar denúncias de duas mulheres. Uma delas é uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro, que relata ter sido assediada durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano.A outra é uma ex-colaboradora terceirizada do gabinete de Buzzi, que afirma ter sofrido toques não consentidos e comentários de teor sexual entre 2023 e 2025. Leia Mais Saiba quais ministros do STF abdicaram de suas férias DPU pede ao STF redução da pena de Eduardo Bolsonaro por coação Moraes manda PF ouvir Flávio em investigação por calúnia contra Lula No caso da praia, a jovem afirma que o ministro a conduziu para um trecho mais distante e sem visibilidade e pressionou o corpo dela contra o dele. A defesa nega a acusação e argumenta que as condições da Praia do Estaleiro, descrita como uma praia de “tombo”, de mar agitado,  seriam incompatíveis com as limitações físicas de Buzzi, que usa bengala e tem histórico de quedas.O MPF (Ministério Público Federal) rebateu a tese. Em manifestação nos autos, o órgão afirmou que o laudo urológico “não traz qualquer referência” capaz de excluir a possibilidade de assédio.O próprio médico responsável pelo relatório, ouvido como testemunha no PAD, disse que os problemas de mobilidade do ministro não o impedem de se locomover nem tornam impossível a conduta narrada pela denunciante. Segundo o médico, os medicamentos usados por Buzzi podem reduzir a libido, mas não necessariamente causam impotência.Em interrogatório, o ministro sugeriu ainda que a jovem poderia ter interpretado de forma equivocada um banho de mar. Para o MPF, a tese “carece de plausibilidade”, já que a denunciante descreveu o episódio com “firmeza e coerência” em mais de um depoimento.A defesa nega também as acusações da colaboradora do gabinete. Os advogados argumentam que a disposição física da sala e a circulação de outros servidores no local tornariam incompatíveis os episódios narrados por ela, além de sugerir que a denúncia teria sido motivada por receio de demissão.O Ministério Público rejeitou os argumentos e concluiu haver elementos suficientes para caracterizar infrações funcionais nos dois casos. No parecer, o órgão pediu a procedência das imputações e a aplicação da pena de aposentadoria compulsória ao ministro.Outro ladoA CNN entrou em contato com a defesa do ministro Marco Buzzi para posicionamento e aguarda resposta.Análise: STJ dá a devida gravidade às denúncias contra Marco Buzzi | BASTIDORES CNN