Arko Advice: Governabilidade no Brasil caminha para manutenção de tensões

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Uma governabilidade tensionada, mas funcional, e um aumento de embates com o STF é a tendência mais provável para a política brasileira.A avaliação é do relatório Risco Brasil, lançado neste mês pela consultoria política Arko Advice, parceira de conteúdo do WW. Waack: Nem Lula e nem Flávio livram Brasil do tarifaço Governo Trump considera "absurda" hipótese de ação militar no Brasil Setor privado vê possível extensão de isenções ao tarifaço após audiência nos EUA Para a consultoria, há “probabilidade média” de que novas fases da Operação Compliance Zero – centro do Caso Master – contaminem candidaturas eleitorais, especialmente à Presidência e a cargos majoritários (Senado e governos estaduais).O Congresso, com figuras do PT à direita bolsonarista, passando pelo centrão, deve ser o Poder que vai mais deve absorver o desgaste do avanço do Caso Master.Tal cenário poderia levar a um embate maior entre a Presidência da República, que detém as rédeas da PF (Polícia Federal), e a Câmara e o Senado.Uma “agenda mínima” seria preservada, mas o governo se veria ainda mais limitado ao que conseguiria avançar no Congresso – a começar pela proposta que visa acabar com a escala de trabalho 6 por 1, prioridade do Palácio do Planalto.A isso, olhando para o cenário pós-eleitoral, se somaria o ímpeto da direita bolsonarista em ter maioria no Senado para conseguir destituir ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) – por ligações com o Caso Master, mas não apenas.“A crise institucional já vai ser definida no primeiro turno (das eleições deste ano), com a composição da Câmara e do Senado”, destacou o cientista político Murillo de Aragão, CEO da Arko Advice, ao WW desta terça-feira (7).“Se o Lula for reeleito e tiver que fazer um ajuste fiscal muito sério, isso também vai custar popularidade e ele não terá provavelmente não uma base no Congresso com tranquilidade para fazer essas reformas necessárias”, acrescentou.Análise: Pressão geopolítica dos EUA é maior que Lula e Flávio Bolsonaro | WW