Fundos de aceleração de startups ganham espaço como alternativa estratégica para investidores

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StartupiFundos de aceleração de startups ganham espaço como alternativa estratégica para investidoresA oferta de recursos para startups em estágio inicial no Brasil tem contado principalmente com fundos privados de aceleração. Em outros países, como Inglaterra, Canadá, Estados Unidos, Israel e Índia, bancos públicos também participam do financiamento das primeiras etapas de desenvolvimento de empresas, enquanto, no mercado brasileiro, esse papel é desempenhado em maior medida por investidores privados.O cenário coincide com um aumento nos investimentos em venture capital no país. De acordo com levantamento da ABVCAP em parceria com a TTR Data, os aportes somaram R$ 2,1 bilhões no terceiro trimestre de 2025, crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.Embora existam programas do Sistema S voltados ao empreendedorismo e à inovação, representantes do setor apontam que o volume de recursos disponíveis para startups em fase de aceleração ainda é limitado em comparação com outros mercados.Nesse contexto, a Cyklo, aceleradora com sede em Luís Eduardo Magalhães (BA) e escritório em Joinville (SC), adota um modelo em que pessoas físicas e jurídicas investem em fundos voltados para startups participantes de seus programas de aceleração. Segundo Pompeo Scola, CEO da empresa, os investidores passam a integrar o fundo, e não o quadro societário da aceleradora.“Nesse modelo, o investidor não se torna sócio da aceleradora, mas participa do fundo de investimento que reúne startups selecionadas”, afirma.Atualmente, a empresa realiza a captação de recursos para o Fundo II. Segundo a Cyklo, o primeiro fundo operou entre 2020 e 2022 e acelerou 20 startups. A empresa informa que cinco delas apresentam potencial de valorização e estima retorno de até três vezes o capital investido quando ocorrerem eventos de liquidez.“Após quase cinco anos, já temos uma visão clara sobre o potencial de retorno deste primeiro fundo”, diz Scola.O Fundo II foi lançado no final de 2022 e permanecerá aberto para captação até o fim deste ano. A expectativa da empresa é alcançar desempenho semelhante ao estimado para o primeiro fundo.“Embora o venture capital seja considerado um investimento de risco, trata-se de uma modalidade diversificada, já que os recursos são distribuídos entre um conjunto de startups. Existe, naturalmente, uma taxa de mortalidade esperada entre essas empresas, mas nossos resultados projetados seguem acima da média mundial”, afirma.Segundo o executivo, aproximadamente 40 startups participaram do programa de aceleração vinculado ao Fundo II.“Nossa expectativa é que, ao final desse período, pelo menos dez delas alcancem um valor de mercado relevante e apresentem crescimento sustentável. Trata-se de um conjunto de ativos diversificado, justamente para pulverizar riscos”, afirma.Como funcionaOs investimentos podem ser realizados por pessoas físicas e jurídicas mediante a assinatura de uma carta de intenção. Os participantes passam a integrar uma Sociedade em Conta de Participação (SCP), recebendo participação proporcional ao valor investido.“Dessa forma, o investidor passa a deter uma cota percentual, definida de acordo com o montante aplicado, sobre todo o equity adquirido das startups que compõem o fundo”, explica Scola.Segundo a empresa, quando ocorre a venda de participações nas startups ou outros eventos de liquidez, os recursos obtidos são distribuídos entre os cotistas de forma proporcional às respectivas participações.Estrutura do investimentoDe acordo com Scola, enquanto não há realização do ganho — por meio da venda ou do resgate da participação — não há incidência de tributação sobre a valorização acumulada das cotas. Segundo ele, o imposto é devido no momento da realização do ganho.O CEO também afirma que o modelo busca reduzir a concentração de risco por meio da distribuição dos recursos entre diferentes startups participantes do fundo.“Aqui, além do aporte financeiro, apoiamos o desenvolvimento das startups por meio de um programa estruturado de aceleração, que inclui mentorias, orientação estratégica e acompanhamento contínuo”, afirma.Segundo a empresa, os aportes podem ser parcelados, com pagamento de entrada e saldo dividido em parcelas mensais entre R$ 7 mil e R$ 9 mil.“Criamos esse modelo para facilitar o fluxo de caixa dos investidores e tornar o acesso ao fundo mais viável”, conclui Scola.O post Fundos de aceleração de startups ganham espaço como alternativa estratégica para investidores aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Startupi