Volume de stablecoins dispara e bate recorde de US$ 1,79 trilhão em junho

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O volume ajustado de transações com stablecoins atingiu o recorde de US$ 1,79 trilhão em junho, uma alta de 63% em relação aos US$ 1,10 trilhão registrados em maio, segundo dados do painel Visa Onchain Analytics. O resultado superou por pouco a máxima anterior de US$ 1,78 trilhão, registrada em fevereiro, e reforça o avanço desses ativos como infraestrutura de pagamentos, liquidação e movimentação de dinheiro on-chain.Os dados ajustados da Visa buscam filtrar ruídos típicos das blockchains, como atividade de bots, transferências entre exchanges e outras operações que não representam necessariamente uso econômico real. A própria Visa afirma que criou o painel em parceria com a Allium Labs para ajudar bancos, reguladores e participantes de mercado a interpretar a atividade de stablecoins em diferentes redes públicas.Em junho, a USDC, stablecoin emitida pela Circle, respondeu por cerca de 67% do volume ajustado, com US$ 1,21 trilhão. A USDT, da Tether, ficou em segundo lugar, com US$ 576 bilhões, ou aproximadamente 32% do total. A diferença mostra uma mudança importante na composição do mercado: embora a USDT ainda lidere em valor de mercado, a USDC passou a dominar o volume ajustado de transações monitorado pela Visa.No primeiro semestre de 2026, o volume ajustado de stablecoins chegou a US$ 8,82 trilhões. O número já supera os US$ 5,8 trilhões registrados em todo o ano de 2024 e fica apenas US$ 2 trilhões abaixo do recorde de US$ 10,8 trilhões observado em 2025.A virada também fica clara na comparação histórica. Em 2020, a USDT respondia por quase 90% do volume ajustado de stablecoins, enquanto a USDC tinha menos de 10%. Em 2022, a fatia da USDC já havia subido para cerca de 45%. Agora, no primeiro semestre de 2026, a stablecoin da Circle respondeu por aproximadamente 70% do volume ajustado, contra cerca de 25% da USDT.Leia também: Visa, Mastercard, Itaú e Bradesco lançam stablecoin com mais de 140 empresasEntre as redes, a Base liderou em junho, com US$ 565 bilhões em volume, ligeiramente à frente do Ethereum, que movimentou US$ 562 bilhões. A Tron apareceu em terceiro lugar. O avanço da Base mostra a força das redes de segunda camada e de infraestruturas mais baratas para transações com stablecoins, enquanto o Ethereum segue como uma das principais bases do mercado on-chain.Bancos ampliam uso de USDCO recorde ocorre em um momento de maior aproximação entre stablecoins e instituições financeiras tradicionais. A BNY anunciou em 29 de junho a ampliação de sua relação com a Circle, tornando a USDC a primeira stablecoin em sua plataforma de custódia de ativos digitais. Com isso, clientes institucionais do banco poderão armazenar, transferir, emitir e resgatar USDC por meio da infraestrutura da BNY.Segundo o banco, a oferta cria uma conexão direta entre dólares e ativos digitais dentro de uma estrutura institucional, combinando custódia, conversão entre moeda fiduciária e stablecoin e serviços voltados ao ciclo completo de uso da USDC. A BNY já atua como custodiante primária das reservas da USDC e disse que pretende ampliar, ao longo do tempo, o suporte a outros emissores de stablecoins e fluxos de dinheiro digital.O Standard Chartered também passou a oferecer acesso institucional à emissão e ao resgate de USDC por meio do centro financeiro internacional de Dubai, em parceria com a Circle. A iniciativa reforça uma tendência em que grandes bancos preferem integrar stablecoins já consolidadas, em vez de criar redes próprias do zero, para atender demandas de pagamentos, tesouraria e liquidação.A Visa afirma que há mais de US$ 272 bilhões em stablecoins em circulação global e US$ 10,2 trilhões em volume ajustado nos últimos 12 meses. Para a empresa, a melhora do ambiente regulatório tem ajudado bancos e instituições financeiras a integrar stablecoins a produtos e serviços, depois de anos em que a falta de clareza jurídica dificultou a entrada do setor tradicional nesse mercado.O crescimento, porém, também aumenta a disputa entre emissores e novas redes. No fim de junho, um consórcio com empresas como Visa, Mastercard, Coinbase e outras companhias anunciou a iniciativa Open Standard, que pretende lançar a stablecoin Open USD. O projeto busca oferecer emissão e resgate sem custo para empresas e compartilhar parte da receita das reservas com participantes do ecossistema, em uma tentativa de competir com modelos já estabelecidos, como USDC e USDT.A combinação entre recorde de volume, avanço da USDC, adoção por bancos e entrada de novos concorrentes mostra que as stablecoins deixaram de ser apenas uma ferramenta de negociação em exchanges cripto. Cada vez mais, esses ativos são tratados como infraestrutura de pagamentos digitais, liquidação global e movimentação de dólares em redes públicas.Procurando uma alternativa para aumentar seus ganhos? A Renda Fixa Digital do MB é a solução: até 18% de ganho ao ano, risco controlado e a segurança que seu dinheiro merece. Conheça agora!O post Volume de stablecoins dispara e bate recorde de US$ 1,79 trilhão em junho apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.