A eliminação para a Inglaterra nas oitavas de final da Copa do Mundo encerrou o sonho do México de voltar às quartas de final pela primeira vez desde 1986. Apesar da derrota por 3 a 2, a seleção anfitriã deixa o torneio com uma sensação diferente da que carregava antes da competição: a de que pode estar iniciando um novo ciclo de crescimento.Depois de anos marcados por campanhas decepcionantes e críticas ao desempenho da equipe, o time comandado por Javier Aguirre surpreendeu ao vencer quatro partidas consecutivas sem sofrer gols, terminar na liderança do Grupo A e conquistar sua primeira vitória em um mata-mata de Copa do Mundo em 40 anos.A boa campanha reacendeu o entusiasmo da torcida antes da queda diante de uma das favoritas ao título. Leia Mais Debate sobre Neymar após queda do Brasil aponta maior erro de Ancelotti Espanha avança e elimina Portugal em adeus de Cristiano Ronaldo em Copas Fifa rejeita recurso da Bélgica e libera Balogun para duelo contra os EUA Agora, a missão de transformar esse bom momento em um projeto de longo prazo ficará nas mãos de Rafael Márquez. Um dos maiores jogadores da história do futebol mexicano e participante de cinco Copas do Mundo, ele assumirá o comando da seleção para o ciclo rumo ao Mundial de 2030.A transição já havia sido definida pela federação em 2024, quando Aguirre retornou ao cargo para sua terceira passagem e Márquez passou a integrar a comissão técnica como auxiliar.Após a derrota para a Inglaterra, Aguirre confirmou sua despedida e demonstrou confiança no sucessor.“Tenho certeza de que este foi meu último jogo como técnico do México no Azteca. É preciso dar espaço para que os melhores assumam, e esse é o Rafa com sua equipe”, afirmou.O grande desafio de Rafa Márquez será mostrar que a campanha de 2026 não foi apenas fruto do apoio da torcida atuando em casa, mas o início de uma evolução consistente da seleção mexicana.Independentemente do que acontecer nos próximos anos, o México encerra a Copa levando algo que não carregava havia muito tempo: a confiança de que seu futuro pode ser mais promissor do que seu passado recente.Uefa detona Fifa por liberar Balogun na Copa: “Cruzou uma linha vermelha”