Em 12 dias, a investigação sobre o atentado que deixou o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, baleado com um tiro na cabeça enquanto estava parado em um semáforo, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, já resultou na prisão de três suspeitos e na apuração da morte de seis homens que, inicialmente, foram apontados como suspeitos de ligação com o caso.A prisão mais recente ocorreu na noite da última terça-feira (7/7), quando policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) prenderam um homem apontado como suspeito de ter dado apoio aos executores do atentado.Segundo a PM, ele foi identificado como o responsável por abandonar a motocicleta utilizada no crime e também teria limpado as impressões digitais deixadas no veículo. O suspeito foi localizado na comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital, e encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ele já tinha um mandado de prisão em aberto.Além dele, a investigação também mira Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, Chavinho ou Peruca, apontado pela polícia como o provável autor dos disparos contra o tenente. Na última segunda-feira (6/7), o nome dele foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, ferramenta que reúne foragidos procurados internacionalmente.6 imagensFechar modal.1 de 6Reprodução/Redes Sociais2 de 6Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel Polícia Militar/Reprodução3 de 6Moto usada por dupla responsável por atentado a tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foi apreendida próximo à comunidade de Heliópolis, zona sul da capital paulista.Polícia Militar/Divulgação.4 de 6Reprodução / Redes sociais5 de 6Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia PimentelReprodução/ Instagram6 de 6Ronickson Pimentel dos SantosPolícia Militar/Câmera de segurança/ReproduçãoTenente baleadoPolicial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na nuca enquanto aguardava em um semáforo da Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na manhã de 27 de junho.Imagens de câmeras de segurança mostram o PM de moto na avenida quando dois criminosos em outra motocicleta se aproximam (veja acima). O garupa aponta a arma para a cabeça do oficial e atira a queima-roupa. Eles fogem em seguida.As autoridades não deram detalhes sobre as possíveis motivações do crime e disseram que nenhuma hipótese foi descartada.Segundo a investigação, o ataque foi premeditado. Outras câmeras de segurança flagraram os suspeitos acompanhando a movimentação do tenente Pimentel pouco antes do crime.O policial é irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, por mais de 100 horas. Leia também São PauloSuspeito preso foi flagrado limpando moto de ataque a tenente da Rota São PauloPolícia prende 3º acusado de ligação com ataque contra tenente da Rota São Paulo“Irmão de farda”: batalhões fazem trend de apoio a tenente baleado São PauloSuspeito de atentado contra tenente da Rota entra na lista da Interpol Seis mortes investigadasEnquanto tenta identificar todos os envolvidos no atentado, a Polícia Civil também investiga a morte de seis homens apontados, em diferentes momentos, como possíveis suspeitos. Em quatro dos seis boletins de ocorrência obtidos pelo Metrópoles, policiais militares afirmam ter recebido denúncias de que os indivíduos teriam participado do ataque ao tenente. Até o momento, porém, não há comprovação de que qualquer um deles tenha ligação direta com o atentado.As duas primeiras mortes ocorreram em 29 de junho, dois dias após o crime. Na Estrada Aricanduva, na zona leste da capital, um homem denunciado por suposta participação no atentado morreu após, segundo os policiais, atirar contra a equipe durante a abordagem. No mesmo dia, outro suspeito morreu na Vila Galvão, em Guarulhos, depois de, conforme o registro policial, fazer menção de sacar uma arma durante a abordagem da Rota.Em 2 de julho, outras duas mortes foram registradas. Em Guaianases, um homem morreu após, segundo a PM, reagir a uma abordagem. Em Peruíbe, no litoral sul, outro suspeito foi morto depois de uma perseguição que terminou em confronto, de acordo com a corporação.Os dois casos restantes ocorreram na zona sul da capital. No Jardim Miriam, um homem morreu após uma troca de tiros durante patrulhamento na Favela do Arrebento. Já no Jardim São Luís, outro suspeito foi baleado e morreu depois que policiais afirmaram ter sido recebidos a tiros ao averiguar uma denúncia de tráfico de drogas.Recompensa de R$ 50 milA Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou no domingo (5/7) uma recompensa de R$ 50 mil por quem passar informações que levem à identificação do paradeiro de Hércules da Costa Siqueira, o Golias, apontado como o principal suspeito de atirar contra Ronickson Pimentel dos Santos, tenente das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da PM paulista.Hércules foi baleado na cabeça em São Caetano do Sul, no sábado retrasado (27/6). A polícia acredita que ele ainda esteja em território brasileiro.O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, foi baleado na cabeça enquanto aguardava a abertura de um semáforo, em São Caetano do Sul. Integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), ele é irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves.Veja o momento do ataque: