Moradora de rua joga papel sujo de cocô dentro de condomínio no DF

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Uma situação constrangedora e curiosa revoltou moradores do Bloco A da Quadra 1211, no Cruzeiro Novo (DF). Uma pessoa em situação de rua arremessou pedaços de papel higiênico e uma embalagem de biscoito, cobertos de cocô, no pilotis do prédio. O caso ocorreu nessa segunda-feira (6/7).Veja:Imagens de uma câmera de segurança do edifício mostram o momento em que ela se aproxima das grades, passa uma das mãos por um dos vãos e joga os materiais. Na sequência, ela vai embora do local. Leia também Distrito FederalMulheres são condenadas por alimentar gatos em condomínio no DF Na MiraMorador é algemado após usar piscina de condomínio no Bay Park Na MiraPorteiro é assassinado a facadas por morador de condomínio. Autor fugiu Ao Metrópoles, a síndica do bloco, Cacau Belliene, disse que olhou a gravação e identificou a autora como sendo uma pessoa em situação de rua que costuma frequentar o local, inclusive conversando com o porteiro e moradores.Quando fui conversar, junto ao subsíndico, ela foi terrivelmente ríspida. Perguntei o motivo e ela disse que o zelador tinha a xingado. Só que ele sempre foi solícito, inclusive dando água gelada quando ela pedia”, comentou.Segundo ela, nesse momento, ela tentou apaziguar as coisas, dizendo que, caso isso ocorresse novamente, era para a mulher procurá-la. “Só que ela retrucou. Disse que, caso se sentisse ameaçada, faria novamente.”Foi quando a síndica decidiu chamar a Polícia Militar (PMDF) que, de acordo com ela, compareceu prontamente ao local. “Eles conversaram com a senhora e, depois disso, ela recolheu seus pertences e deixou o local onde estava instalada, não permanecendo mais nas imediações do condomínio”, pontuou.Cacau Belliene reclamou que, atualmente, há uma fragilidade na atuação da polícia, quando o assunto é pessoa em situação de rua. “Em parte, isso se deve às limitações legislativas e diretrizes que restringem a capacidade de ação imediata das forças policiais”, avaliou.Anteriormente, a polícia tinha maior autonomia para intervir e solucionar tais ocorrências. Hoje, a atuação é condicionada ao registro de boletins de ocorrência, o que tem se mostrado ineficaz”, observou a síndica.Segundo ela, frequentemente, após a denúncia feita pelos moradores, o fluxo processual resulta na liberação imediata da pessoa em situação de rua.“Eles voltam à nossa região e passam a intimidar a comunidade. Como resultado, nos sentimos reféns dessa insegurança, sem mecanismos eficazes de proteção ou resposta por parte do poder público”, ressaltou.