Raphael Claus: conheça brasileiro que desencadeou polêmica de Trump na Copa

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O árbitro brasileiro Raphael Claus passou a ocupar o centro de uma das maiores polêmicas da Copa do Mundo de 2026. Responsável por expulsar o atacante americano Folarin Balogun na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, o paulista acabou citado pelo presidente Donald Trump, que contestou a decisão da arbitragem e pediu à Fifa a revisão da suspensão do jogador.Após o contato de Trump com o presidente da entidade, Gianni Infantino, a Fifa suspendeu a punição automática de Balogun por um período probatório de um ano e liberou o atacante para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final. A medida desencadeou críticas de federações europeias, dirigentes e ex-integrantes da própria Fifa, que questionaram uma possível interferência política em decisões esportivas.Durante entrevista na Casa Branca, Trump também fez críticas diretas ao árbitro brasileiro.“Esse árbitro é um pouco suspeito, se você verificar o passado dele. Não quero dizer isso porque não gosto de criar polêmica, mas ele é muito suspeito”, afirmou.A declaração levou tanto a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quanto a Federação Paulista de Futebol (FPF) a divulgarem notas públicas em defesa de Claus, rechaçando qualquer insinuação sobre a integridade do árbitro. Leia Mais Expulsão e vaias: Claus é protagonista em classificação dos EUA Trump agradece à Fifa por reverter suspensão de Balogun na Copa do Mundo Copa do Mundo: Árbitros brasileiros chegam a 4 vermelhos com Claus Quem é Raphael Claus?Natural de Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo, Raphael Claus tem 46 anos e integra a elite da arbitragem brasileira há mais de uma década.Ele concluiu o curso de formação de árbitros da Federação Paulista de Futebol em 2002, passou a atuar profissionalmente em 2008 e entrou para o quadro nacional da CBF em 2010. Desde então, tornou-se um dos nomes mais frequentes nas principais competições do país.Ao longo da carreira, Claus apitou mais de 260 partidas da Série A do Campeonato Brasileiro, além de decisões importantes como finais do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Em 2024, foi escolhido para comandar a decisão da Copa América entre Argentina e Colômbia, um dos maiores jogos de sua trajetória.O brasileiro também concorreu ao prêmio de melhor árbitro do mundo na temporada passada, ao lado de Wilton Pereira Sampaio. O vencedor foi o francês François Letexier.Segunda Copa do MundoRaphael Claus integra o quadro de árbitros da Fifa desde 2015 e disputa, em 2026, sua segunda Copa do Mundo.No Mundial do Catar, em 2022, comandou as partidas entre Inglaterra e Irã, além de Canadá e Marrocos. Já nesta edição, apitou a goleada da Espanha sobre a Arábia Saudita na fase de grupos e, posteriormente, o confronto entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina, que acabou dando origem à maior controvérsia do torneio até agora.No lance envolvendo Balogun, Claus inicialmente deixou o jogo seguir, mas foi chamado pelo VAR para revisar a jogada. Após analisar as imagens no monitor, mostrou cartão vermelho direto ao atacante americano por uma entrada com as travas da chuteira sobre o defensor Tarik Muharemovic.CBF e FPF defendem árbitroApós as declarações de Trump, a CBF publicou nota afirmando que Raphael Claus é “reconhecido mundialmente como um dos melhores árbitros em atividade” e que sua trajetória é marcada por “excelência técnica, conduta ética e absoluto respeito ao futebol”.A entidade ainda afirmou que “não há, em todo o seu histórico, qualquer elemento que o desabone ou sustente qualquer tipo de suspeita”, classificando como infundadas as insinuações feitas contra o árbitro.A Federação Paulista de Futebol também saiu em defesa do profissional. Em comunicado, destacou que Claus possui “reputação ilibada” e uma carreira construída com ética, dedicação e excelência técnica, lembrando que o paulista foi escolhido para atuar em duas Copas do Mundo e na final da Copa América de 2024.Entenda a polêmicaA controvérsia começou após a expulsão de Folarin Balogun no duelo entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina. Pelo regulamento da Copa do Mundo, o atacante cumpriria suspensão automática nas oitavas de final.Inconformado com a decisão, Donald Trump afirmou ter ligado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo uma revisão do caso. Segundo o jornal The New York Times, também houve uma mobilização de advogados e integrantes do governo americano para acelerar a análise do recurso.No domingo (5), a Fifa anunciou a suspensão da punição por um ano em caráter probatório, tornando Balogun apto a enfrentar a Bélgica.Nepo babies da Copa: veja seleção de filhos de ex-jogadores do Mundial