Dólar recua a R$ 5,13 com expectativa de Fed menos agressivo

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O dólar estendeu as perdas com os dados da atividade dos Estados Unidos reforçando a avaliação de um banco central menos duro na condução da política monetária.Nesta segunda-feira (6), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1320, com queda de 0,71%. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "USDBRL", "USDBRL" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "fb14645"} ); O dólar seguiu o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,50%, aos 100.892 pontos.O que mexeu com o dólar hoje?O mercado de câmbio acompanhou as projeções para a economia dos economistas consultados pelo Banco Central, além das discussões tarifárias entre Estados Unidos e Brasil. Pela primeira vez em 16 semanas, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 5,33% para 5,30% em 2026 no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. Para 2027, porém, a estimativa avançou de 4,17% para 4,18%.No caso da taxa básica de juros, a Selic, apresentou estabilidade: a estimativa intermediária para 2026 ficou em 14%. Para 2027, 2028 e 2029 a expectativa se manteve em 12%, 10,25% e 10%, respectivamente.LEIA MAIS: Após meses de altas, mercado corta projeção da inflação para 2026; confira o Focus desta segunda-feira (6)Além disso, hoje teve início a audiência pública sobre políticas e práticas do Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), com a finalidade de julgar se supostas práticas comerciais desleais justificam uma nova sobretaxação ao país.Entre as práticas mencionadas por Washington, estão a implementação do Pix, o desmatamento no Brasil, o mercado de etanol brasileiro e a questão de propriedade intelectual.Na avaliação de Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o real apresentou recuperação nesta segunda-feira, embalado pela valorização de commodities como soja e minério de ferro e por um recorde nas exportações de carne, fatores que aumentam a entrada de dólares pela via comercial. Além disso, Kayo considera que os indicadores de serviços nos EUA vieram abaixo do esperado, dando mais força à leitura de que a economia dos EUA perde ritmo depois do payroll fraco de junho, o que esfria as apostas de aperto adicional do Federal Reserve.O Instituto de Gestão de fornecimento (ISM) informou nesta segunda-feira que seu Índice de Gerentes de Compras do setor não manufatureiro recuou para 54,0 no mês passado, ante 54,5 em maio. Um valor acima de 50 indica crescimento no setor de serviços, que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.O indicador da pesquisa referente a novos pedidos recebidos pela empresas de serviços caiu para 55,1, após subir para 57,3 em maio.“Ainda assim, o espaço para uma queda mais consistente do dólar esbarra no fortalecimento da moeda norte-americana lá fora, num movimento de ajuste após o feriado de sexta-feira nos EUA, e na cautela do mercado com a audiência do USTR sobre práticas comerciais brasileiras, que segue como fonte de incerteza para as relações entre os dois países”, afirma.Segundo planoDurante o final de semana, o Irã realizou cerimônias fúnebres para o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia do conflito no Oriente Médio. A mobilização trazia manifestações de repúdio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.Trump, afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos ou chegarão a um acordo com o Irã ou “terminarão o serviço”. Segundo o presidente dos EUA, o Irã prefere chegar a uma resolução.Os contratos futuros do petróleo Brent para setembro, referência no mercado internacional, fecharam em queda de 0,18%, a US$ 71,99 o barril, negociados na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres.Os preços foram pressionados pelo quinto aumento mensal consecutivo da oferta da Opep+, a partir de agosto, e pela normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz.*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters