Muito antes de atrair investidores e construir uma startup nacional, Lucas Infante vendia sacolas pelo Instagram para amigos e familiares. O primeiro parceiro da Food To Save foi uma pequena padaria na Vila Mariana, em São Paulo. Já o primeiro aplicativo nunca chegou a funcionar. A empresa perdeu R$ 100 mil em um golpe aplicado por uma software house contratada para desenvolver a plataforma.“Foi o primeiro calote que a gente tomou como negócio. Não tinham investidores. Caí como um pato nesse golpe. Foi a primeira desilusão”, relembrou o fundador e CEo da Food to Save durante a gravação de mais um episódio para o Do Zero ao Topo.O prejuízo poderia ter encerrado o projeto ainda no início. Mas acabou produzindo o efeito contrário. “Aquilo só me deu mais vontade de falar: ‘Meu, se está dando errado é porque tem que dar certo'”, diz Infante.A solução foi abandonar o aplicativo, construir um site mais simples e seguir validando o modelo até conquistar os primeiros investidores.Leia tambémStarbucks retoma expansão no Brasil após crise com antiga operadora, diz jornalCom operação reorganizada após a troca de comando, Starbucks aposta em expansão e em lojas voltadas à convivência e ao trabalhoDe fundador apaixonado para CEOMesmo depois de consolidar uma rodada de aproximadamente R$ 20 milhões, a jornada de captação esteve longe de ser simples.“Foram quase 11 meses de intensas reuniões Chegaram a próximo de 103, 105 reuniões. Tem essa planilha, devidamente anotada, dos milhares de ‘nãos’ e alguns poucos sins que hoje são os nossos investidores”, diz Lucas.Segundo o fundador, naquele momento a conversa já não girava mais em torno apenas da visão do empreendedor.“Ali já não é o brilho no olho. É a aprovação dos números, é a validação do modelo. É preciso provar que tem uma empresa, tem um executivo aqui e que esse negócio vai trazer retorno para todos os investidores.”E se levantar investimento foi difícil, crescer rapidamente trouxe outro desafio.Infante afirma que precisou aprender uma habilidade que não imaginava quando criou a empresa. “Eu não nasci CEO da Food. Eu me tornei CEO da Food e constantemente eu me desenvolvo para isso. Se eu pudesse falar de gestão, de pessoas, é o mais complexo, porque é saber identificar em que momento eu deixo de ser sócio fundador para me tornar um executivo da minha própria empresa que eu criei”, afirma.O empreendedor também reconhece que o crescimento acelerado trouxe erros importantes. “Em 2025 a gente perdeu um pouco do que era nossa identidade. E isso custou caro”, relembra o CEO.Entre os impactos, vieram contratações equivocadas, perda de foco e necessidade de reorganizar processos.Para saber mais detalhes sobre a Food to Save veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Castbox e Amazon Music.Sobre o Do Zero ao TopoO podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.The post Food To Save superou um golpe de R$100 mil e virou um dos app mais baixados no Brasil appeared first on InfoMoney.