Ministros divergem de orientação do Planalto para redes na eleição

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Ministros e assessores do governo Lula estão incomodados com regras do Palácio do Planalto e da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o uso das redes sociais após o início do período de restrições eleitorais, que começou em 4 de julho.Segundo apurou a coluna, a orientação que mais gerou reação entre integrantes do governo foi a determinação para que ministros arquivem publicações feitas em seus perfis pessoais durante agendas oficiais do terceiro mandato do presidente, antes do período de defeso.3 imagensFechar modal.1 de 3Vinícius Schmidt/Metrópoles2 de 3Presidente LulaKEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo3 de 3Esplanada dos Ministérios, em BrasíliaVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoA medida envolve conteúdos relacionados a entregas, anúncios e eventos do governo. Vídeos publicados durante essas agendas, por exemplo, deveriam ser retirados do ar, enquanto novas postagens sobre compromissos oficiais nos perfis pessoais dos ministros não são recomendadas.A avaliação de integrantes da Esplanada é de que há excesso de cautela por parte do Planalto e da AGU na tentativa de evitar questionamentos eleitorais, o que estaria restringindo a comunicação dos ministros nas redes sociais.O chamado defeso eleitoral é o período que antecede as eleições em que a legislação brasileira impõe limitações à publicidade institucional, à comunicação oficial e a determinadas ações de agentes públicos.Nas eleições gerais de 2026, a restrição teve início três meses antes do primeiro turno.