Israel não orienta mais a estratégia de segurança dos EUA, diz professor

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A possível venda de caças F-35 à Turquia, mencionada pelo presidente Donald Trump em discurso na Otan na terça-feira (7), representa uma ruptura significativa na política de segurança dos Estados Unidos para o Oriente Médio. É o que avalia Hussein Kalout, professor de Relações Internacionais da USP (Universidade de São Paulo) e pesquisador de Harvard, em entrevista ao WW.Para Kalout, a declaração de Trump sinaliza uma mudança estrutural na forma como Washington orienta sua estratégia regional. “Israel não mais orienta a estratégia securitária americana para o Oriente Médio. Isso é uma ruptura muito importante”, afirmou o professor, destacando que Israel sempre exerceu influência determinante sobre o prisma de segurança da Casa Branca na região.Turquia no centro da disputa geopolíticaKalout ressaltou que a Turquia é um país fundamental para os Estados Unidos na região. Segundo o professor, o país vinha se aproximando progressivamente da Rússia, o que preocupa Washington. Leia mais Ataques entre Irã e EUA ameaçam ofuscar cúpula decisiva da Otan Trump se reuniu com assessores na Turquia antes de ordenar ataques ao Irã "Não vamos ceder", diz negociador do Irã após trocas de ataques com EUA “A forma dos Estados Unidos recuperarem, impedirem uma aliança cada vez mais consolidada da Turquia com a Rússia no Oriente Médio e a tentativa de neutralizar a Turquia é trazer a Turquia de volta”, explicou Kalout. O professor afirmou que “a forma de trazer a Turquia de volta seria levantar as sanções”.Sanções e gestos geopolíticosO professor fez uma distinção importante entre levantar as sanções e efetivamente vender os caças. As sanções em questão foram impostas em 2019, após a compra pelos turcos do sistema russo de defesa antiaérea S-400. “Levantar as sanções não significa que os Estados Unidos irão vender o caça F-35“, esclareceu Kalout.Para ele, o gesto de Trump é, antes de tudo, um sinal geopolítico. “Isso é um sinal, é um gesto geopolítico americano para obrigar a Turquia a se reposicionar dentro do arco de aliança da Otan e fazer a Turquia repensar novamente o seu posicionamento estratégico no Oriente Médio”, concluiu o professor. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.