Foragido, sancionado pelos EUA avalia se entregar à PF, diz defesa

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O empresário Victor Shimada, foragido após ser alvo da Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na sexta-feira passada (3/7), avalia se entregar às autoridades nos próximos dias. Shimada foi sancionado pelo Departamento de Tesouro dos Estados Unidos por vínculo com o Primeiro Comando da Capital (PCC).O advogado Yuri Cruz disse que apresentou ao cliente. os benefícios técnicos de uma eventual apresentação espontânea e as consequências negativas que a condição de foragido poderia lhe trazer, mas destacou que a decisão é de Shimada.  De todo modo, a equipe de defesa já está produzindo um habeas corpus e espera apresentar ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) na semana que vem para tentar reverter a prisão preventiva.“A gente se limita ao trabalho técnico e já está em fase de confecção e elaboração do habeas-corpus que será impetrado no TRF3, visando a prisão preventiva dele”, informou Cruz. Leia também São PauloComo sancionado pelos EUA movimentou bilhões fora do radar de governos São PauloSancionado pelos EUA tem prisão preventiva decretada pela Justiça São PauloMulher sancionada pelos EUA por elo com PCC deixa prisão em SP São PauloSem funcionários, empresa ligada a sancionado pelos EUA movimentou R$ 29 bilhões Na terça-feira (7/7), Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que também foi sancionada pelos  Estados Unidos, foi solta por decisão da 7ª Vara Criminal Federal. As autoridades esperavam que a soltura fosse um incentivo para os foragidos — além de Shimada, Amauri Henrique de Oliveira, e Ygor Fokin Saviolli e Amauri Henrique de Oliveira também não foram encontrados pela polícia. A defesa afirma que Shimada cogita se apresentar espontaneamente às autoridades antes da determinação da Justiça.“É algo que ele já vem avaliando desde o início,  mas que evidentemente tem as suas precauções, criou-se um personagem em cima dele por conta da sanção dos EUA,  dele ter vínculo com o PCC, que não é a realidade, a própria Polícia Federal afirma isso. E, por conta de todo esse cenário dele estar sendo exposto.”As empresas de Shimada, Victory Trading e Wave Intermediações, fazem parte de uma teia de empresas de várias origens ilícitas, inclusive os CNPJs de Shimada se conectam às cadeias de lavagem de dinheiro originadas na farra do INSS e no escândalo do Caso Master. Shimada também foi alvo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), no escândalo da Vai de Bet, que desviaria os recursos de um patrocínio para o Sport Club Corinthians Paulista.Relembre o casoNa quarta-feira (1º/7), o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos sancionou o empresário Victor Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda, Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda, Wave Construcoes Inteligentes Ltda e a portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, por envolvimento com o PCC.A medida do governo de Donald Trump antecipou uma operação que estava sendo montada pela PF. Os mandados de busca e apreensão já haviam sido emitidos, mas os agentes esperavam o melhor momento para capturar o alvo.A Operação Exchange, saiu às pressas na sexta-feira (3/7) e não encontrou o principal alvo, Victor Shimada, o tio dele Amauri de Oliveira e Ygor Saviolli, que teve o celular apreendido nos Estados Unidos. As conversas extraídas do aparelho deram origem às investigações americanas.Nesta semana, alvos como Stella Stefanie de Oliveira e João Gilberto Codognotto, apontado como operador financeiro, foram soltos.