Interpol prende 5.811 pessoas em esquema global contra golpes, incluindo uso de criptomoedas

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A Interpol anunciou nesta quinta-feira (9) os resultados de uma operação global contra golpes, resultando na prisão de 5.811 pessoas e na interceptação de US$ 293 milhões em ativos ilícitos, incluindo criptomoedas.Chamada Operação First Light 2026, a ação aconteceu entre os dias 15 de janeiro e 30 de abril, sendo financiada pelo Ministério da Segurança Pública da China, também contando com o apoio da ASEANAPOL, GCCPOL e Europol.No total, 96 países participaram da operação, incluindo o Brasil. Outros destaques são Essuatíni, Tailândia, Singapura, Omã, Palau, Sri Lanka e Macau.Mais de 142 mil vítimas foram identificadas pela operaçãoExplicando o foco da operação, a Interpol faz uma breve explicação sobre engenharia social, notando que tal golpe é subdividido em diversos outros, incluindo comprometimento de e-mails corporativos, extorsão sexual, golpes de romance, de investimento e de falsa identidade.Além dos 5.811 presos, outro dado que chama a atenção é a identificação de 142 mil vítimas de diversos países. Outros dados incluem:152.808 casos analisados;31.014 contas bancárias bloqueadas;23.715 casos solucionados;15.606 suspeitos identificados;99 notificações e difusões emitidas.Na Tailândia, a polícia prendeu duas pessoas acusadas de operar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a golpes de romance, convertendo esses fundos ilegais em diversas criptomoedas para dificultar o rastreamento financeiro.“As investigações mostraram que a carteira digital de um dos suspeitos, de 20 anos, movimentou mais de US$ 122,5 milhões em apenas dez meses.”Em Palau, as autoridades deportaram 22 pessoas que participavam de dois centros de golpes que funcionavam em hotéis. Novamente, os suspeitos utilizavam criptomoedas e sites de apostas enquanto operavam diversos tipos de golpes online.Golpistas tinham falsa delegacia da Polícia Federal do Brasil para aplicar golpesNo Essuatíni, país com 1,27 milhão de habitantes que faz fronteira com a África do Sul e Moçambique, as autoridades apreenderam 240 dispositivos eletrônicos e moedas estrangeiras. Os golpistas também construíram uma réplica realista de uma delegacia da Polícia Federal do Brasil, incluindo uniformes, placas e equipamentos falsos.“Fingindo ser agentes da Polícia Federal brasileira durante chamadas de vídeo, os criminosos convenciam as vítimas de que elas haviam sido alvo de um crime e as persuadiam a transferir dinheiro para suposta “custódia segura”, valor que depois era roubado.”Golpistas se passavam por agentes da Polícia Federal do Brasil para aplicar golpes. Fonte: Interpol/Reprodução.Golpistas tinham uniformes da Polícia Federal do Brasil em delegacia falsa no Essuatíni. Fonte: Interpol/Reprodução.No total, 82 pessoas foram presas no país, também envolvidas em jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro.No Sri Lanka, centenas de suspeitos foram presos por envolvimento em centros de golpes.Tomonobu Kaya, diretor do Centro de Crimes Financeiros e Anticorrupção da Interpol, comenta que os golpes de engenharia social continuam representando uma ameaça significativa para a socidade.“Organizações criminosas exploram a psicologia humana para manipular suas vítimas, e nenhum país estará seguro enquanto todos não estiverem preparados e comprometidos em combater esse problema em conjunto. A INTERPOL está dedicada a apoiar os países-membros na construção de uma estratégia abrangente e coordenada para enfrentar crimes financeiros facilitados por tecnologia, redes criminosas organizadas e a lavagem de dinheiro que sustenta essas atividades.”Mais prisões em outros paísesEm Singapura e Omã, as autoridades utilizaram o sistema I-GRIP (Global Rapid Intervention of Payments) para bloquear uma transferência ilícita de US$ 6,6 milhões ligadas a um golpe de comprometimento de e-mail corporativo.O alvo dos golpistas era uma empresa de comércio de commodities sediada em Singapura.Indo além, as autoridades também descobriram que os golpistas estavam se passando por autoridades públicas em Macau para convencê-la a transferir US$ 372 mil. Graças à intervenção das autoridades, a transferência não foi realizada.Finalizando, a Interpol aponta que a operação contou com o apoio de 96 países, incluindo Brasil, Argentina, Butão, Camboja, Chile, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Grécia, Índia, Japão, Malásia, Marrocos, Nigéria, Noruega, Portugal, Rússia, dentre outros.Fonte: Interpol prende 5.811 pessoas em esquema global contra golpes, incluindo uso de criptomoedasVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.