Uma expedição internacional feita na Zona de Fratura dos Doldrums, no norte da linha do Equador, encontrou um exemplar de peixe-barril (Macropinna microstoma), um animal extremamente raro . Os pesquisadores conseguiram filmar o bicho marinho a 710 metros de profundidade, tornando-se o primeiro registro em vídeo dele.O achado foi divulgado em 29 de junho pela Schmidt Ocean Institute, uma organização sem fins lucrativos norte-americana responsável pelas investigações, e contou com a participação de pesquisadores de vários países. O local do mergulho está a cerca de 1,3 mil km da costa do Nordeste brasileiro. Leia também Claudia MeirelesPeixe exótico da Amazônia é um aliado no controle da pressão alta Distrito FederalPirarucu: peixe exótico pode chegar a 2 metros e colocar 180 mil ovos CiênciaPeixe está dominando o litoral nordestino e pode destruir paraísos CiênciaEm comportamento raro, peixe é visto penetrando cloaca de raia-manta Por meio de um navio de exploração e com o auxílio de veículos submarinos operados remotamente (ROV), a expedição conseguiu explorar um local de biodiversidade marinha ainda pouco investigado. Além do peixe-barril, os pesquisadores flagraram duas lulas-gigantes-de-barbatana-grande do gênero Magnapinna, outro animal raro e pouco conhecido.Em comunicado, a Schmidt Ocean Institute afirma que a principal característica do peixe são os olhos tubulares, diferente da maioria das outras espécies, que possuem os órgãos visuais posicionados lateralmente.A posição dos olhos no peixe-barril lhe confere a habilidade de identificar lampejos de luz solar tênue ou bioluminescência vindos de cima, por menores que sejam. Como vive em oceano profundo, onde não há muita luminosidade, qualquer brilho por lá pode ser usado para o animal se alimentar ou escapar de predadores.Ainda de acordo com a ONG, o peixe raro possui uma estrutura única: um órgão luminoso que faz o animal refletir luz e lhe dá a opção de controlar a bioluminescência emitida. A luz provavelmente é utilizada para camuflagem e comunicação.Todas as descobertas da expedição ainda serão compiladas e, posteriormente, os dados servirão para nortear estudos científicos sobre os achados na área.