Meta lança Muse Spark 1.1 para competir em programação com IA

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Modelo de IA da Meta é mais barato que os concorrentes (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) Resumo Meta lançou o Muse Spark 1.1, um modelo de IA para programação e raciocínio lógico que atua como agente autônomo.O modelo permite automação do uso de computadores, navegação na web sem supervisão e processamento de dados.O Muse Spark 1.1 está disponível para desenvolvedores nos Estados Unidos e será integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook.A Meta anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do Muse Spark 1.1, novo modelo de IA desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab. Embora faça parte da mesma família apresentada em abril, a empresa trata a versão 1.1 como uma grande evolução voltada para agentes de IA, com foco em programação, raciocínio lógico e automação de tarefas.Além de refinar essa primeira versão, a empresa busca entregar a capacidade de realizar funções completas e mais complexas com o mínimo de supervisão humana. O modelo promete diminuir a distância técnica em relação aos concorrentes e chega como prévia para desenvolvedores nos Estados Unidos.Como o modelo foi anunciado hoje, ainda não há testes independentes que permitam avaliar seu desempenho. Mas segundo os benchmarks divulgados pela Meta, o Muse Spark 1.1 supera o GPT-5.5, o Gemini 3.1 Pro e o Opus 4.8 em diferentes métricas.O que o Muse Spark 1.1 tem de novo?IA da Meta consegue ler o código, testar a interface e aplicar correções (imagem: reprodução/Meta)O diferencial do modelo é a sua capacidade melhorada de atuar como um agente autônomo. Segundo a Meta, a atualização foca em três frentes: programação, automação do uso de computadores e raciocínio multimodal, ou seja, a habilidade de processar e cruzar dados de textos, imagens, vídeos e arquivos ao mesmo tempo.Para dar conta do recado, o sistema consegue gerenciar uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens. Na prática, isso significa que o Spark pode memorizar ações em sessões de trabalho muito longas ou recuperar informações de etapas iniciais de um grande projeto, por exemplo.Muse Spark 1.1 consegue extrair dados de vídeos e automatizar ações no navegador (imagem: reprodução/Meta)Na área de desenvolvimento de software, a ferramenta apresenta avanços na identificação e correção de bugs. Durante testes internos, o Muse Spark 1.1 conseguiu construir um aplicativo de chat do zero, capturar imagens da tela para diagnosticar erros na interface e até alterar o código-fonte original para aplicar correções, tudo sem intervenção humana.Fora do ambiente de código, a IA também consegue navegar na web e controlar o sistema operacional de uma máquina sozinha. Em outro exemplo, o assistente extraiu detalhes úteis de um produto a partir de um vídeo e criou um anúncio completo no Facebook Marketplace utilizando o navegador do usuário.Preço e disponibilidade Conforme apurado pela agência Reuters, o acesso ao Muse Spark 1.1 é mais barato que modelos concorrentes de ponta, como o Claude Sonnet 4.6. Esta é a comparação de custos a cada 1 milhão de tokens:Muse Spark 1.1: US$ 1,25 (R$ 6,42) para entrada e US$ 4,25 (R$ 21,83) para saída.Claude Sonnet 4.6: US$ 3 (R$ 15,41) para entrada e US$ 15 (R$ 77,04) para saída.O CEO da companhia, Mark Zuckerberg, voltou ao X/Twitter apenas para compartilhar a novidade. Ele afirmou que o foco atual é “fornecer modelos robustos, com agentes independentes e multimodais a um custo muito baixo”. (1) Today we're releasing Muse Spark 1.1 — a strong agentic and coding model at a very low price. It's available through our new Meta Model API and in Meta AI.— Mark Zuckerberg (@finkd) July 9, 2026 O novo modelo já está disponível no modo Thinking do Meta AI e deve chegar em breve aos chatbots do WhatsApp, Instagram e Facebook, além dos óculos inteligentes da Meta.Para acalmar as preocupações sobre segurança, a empresa destacou que o modelo passou por rigorosas avaliações e mostrou alta resistência contra ataques de injeção de código e alucinações.Vale mencionar que o anúncio ocorre na mesma semana em que a Meta apresentou o Muse Image. Seu primeiro modelo de geração de imagens gerou debates por utilizar publicações de usuários do Instagram como base para suas criações.Meta lança Muse Spark 1.1 para competir em programação com IA